Questão nº 79

Questão de Direito da Criança e do Adolescente · FGV MP-RJ Promotor 2025 (nº 79)

FGV2025Promotor de Justiça SubstitutoDireito da Criança e do Adolescente
Gabarito: Dver comentário ↓

Diante da disciplina da entrega voluntária e consciente do filho em adoção por parte da genitora, estabelecida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Resolução CNJ nº 485/2023 que trata do adequado atendimento, no âmbito do Poder Judiciário, de gestante ou parturiente que manifeste desejo de entregar o filho para adoção e a proteção integral da criança, assinale a afirmativa correta.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

A entrega voluntária é um procedimento legal que permite à mãe (ou pais) manifestar o desejo de entregar o filho para adoção de forma consciente e segura, garantindo a proteção da criança e o devido processo legal, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e resoluções do CNJ.

  • (A) Incorreta: A promessa ou efetivação da entrega de filho mediante paga ou recompensa constitui crime (Art. 238 do ECA), e não infração administrativa, com pena de reclusão.
  • (B) Incorreta: A entrega voluntária é um procedimento legal; a "entrega irregular" seria o abandono ou a entrega fora do processo legal. A perda da guarda ou destituição do poder familiar por entrega irregular é uma consequência, mas a alternativa descreve um cenário diferente e prazos que não se aplicam diretamente a este contexto.
  • (C) Incorreta: O consentimento para a entrega do filho em adoção deve ser manifestado perante a autoridade judiciária (juiz), e não perante o Conselho Tutelar, e deve ocorrer após o nascimento da criança, não durante a gravidez. Armadilha da banca: O erro está no local (Conselho Tutelar em vez de autoridade judiciária) e no momento (durante a gravidez ou logo após o nascimento, quando o correto é após o nascimento e perante o juiz).
  • (D) Correta: Na hipótese de desistência da entrega da criança pelos genitores após o nascimento, seja em audiência ou perante a equipe interprofissional, a criança será mantida com eles, e a Justiça da Infância e da Juventude determinará o acompanhamento familiar pelo prazo de 180 dias, conforme o Art. 19-A, § 9º, do ECA.
  • (E) Incorreta: A destituição do poder familiar materno não é decretada imediatamente após a orientação e verificação da consciência e voluntariedade. Há um rito processual que envolve audiência, manifestação formal da vontade e decisão judicial. A inserção em família substituta em 15 dias também não é um prazo automático ou garantido.

Fonte: FGV MP-RJ Promotor 2025 Promotor de Justiça Substituto (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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