Questão nº 16
Questão de Direito Processual Civil · FCC Defensoria Pública do Estado da Paraíba 2022 (nº 16)
Considerando a produção de provas em ações de investigação de paternidade, o juiz determinará a realização de exame de DNA nos parentes consanguíneos do suposto pai
- Ase falecido ou na ausência de notícias de seu paradeiro, não importando a recusa em presunção relativa de paternidade.
- Bse falecido ou na ausência de notícias de seu paradeiro, importando a recusa em presunção relativa de paternidade somente se intimados parentes em linha reta, a ser avaliada em conjunto com o contexto probatório.
- Csomente se falecido, importando a recusa em presunção relativa de paternidade, a ser avaliada em conjunto com o contexto probatório.
- Dse falecido ou na ausência de notícias de seu paradeiro, importando a recusa em presunção relativa de paternidade, a ser avaliada em conjunto com o contexto probatório. (alternativa correta)
- Esomente se falecido, não importando a recusa a se submeter ao exame em presunção relativa de paternidade.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
Em ações de investigação de paternidade, se o suposto pai não pode ser testado (por estar morto ou desaparecido), o juiz pode pedir o exame de DNA a seus parentes de sangue. Se esses parentes se recusarem, essa recusa pode ser interpretada como uma presunção relativa de paternidade contra o suposto pai, que será analisada junto com todas as outras provas do processo.
- (A) Incorreta: A recusa dos parentes em fazer o exame de DNA importa sim em presunção relativa de paternidade, não o contrário.
- (B) Incorreta: A armadilha aqui é a expressão "somente se intimados parentes em linha reta". Embora parentes em linha reta (pais, filhos) ou colaterais de primeiro grau (irmãos) sejam os mais indicados para o exame pela proximidade genética, a lei não restringe a aplicação da presunção de paternidade apenas a esses casos. A recusa de qualquer parente consanguíneo convocado pode gerar a presunção, a ser avaliada pelo juiz.
- (C) Incorreta: A regra não se aplica "somente se falecido". Ela também se aplica quando o suposto pai está desaparecido ("na ausência de notícias de seu paradeiro").
- (D) Correta: Esta alternativa descreve corretamente a situação: o exame de DNA pode ser determinado aos parentes consanguíneos tanto se o suposto pai for falecido quanto se estiver desaparecido. A recusa desses parentes em se submeter ao exame gera uma presunção relativa de paternidade, que não é absoluta e deve ser avaliada em conjunto com todas as outras provas do processo.
- (E) Incorreta: Esta alternativa está errada em dois pontos: a regra não se aplica "somente se falecido" (também se aplica se desaparecido) e a recusa importa sim em presunção relativa de paternidade, não o contrário.
Fonte: FCC Defensoria Pública do Estado da Paraíba 2022 Defensor(a) Público(a) (Caderno Tipo 005). Reproduzida para fins de estudo.