Questão nº 41

Questão de Direito Previdenciário · FGV TCE-ES 2022 (nº 41)

FGV2022Conselheiro SubstitutoDireito Previdenciário
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Sobre a cobertura de incapacidades permanente e temporária de servidores públicos no Estado do Espírito Santo, é correto afirmar que:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Os benefícios por incapacidade são direitos previdenciários que protegem o servidor público quando ele não consegue trabalhar, seja de forma temporária (licença para tratamento de saúde) ou permanente (aposentadoria por invalidez).

  • (A) Correta: A Emenda Constitucional nº 103/2019 (Reforma da Previdência) estabeleceu que, para aposentadorias por incapacidade permanente decorrentes de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho, o valor do benefício é de 100% da média aritmética das remunerações, independentemente do tempo de contribuição prévio.
  • (B) Incorreta: A Emenda Constitucional nº 103/2019, em seu art. 37, § 14, determinou que as prestações por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e salário-maternidade dos servidores vinculados a RPPS são de ônus do próprio ente federativo (o empregador), e não do regime previdenciário. A ressalva "exceto se decorrente de acidente do trabalho ou moléstia grave" não afasta o ônus do ente para a incapacidade temporária; essa distinção é relevante para o cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente, mas não para o ônus da incapacidade temporária. Armadilha: A alternativa tenta confundir as regras de ônus da incapacidade temporária com as regras de cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente, onde a causa da doença/acidente é relevante.
  • (C) Incorreta: A EC 103/2019 realmente tirou o ônus das prestações por incapacidade temporária do regime previdenciário local (RPPS), mas não as transferiu para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Elas se tornaram encargo do próprio ente federativo (o empregador).
  • (D) Incorreta: A aposentadoria por incapacidade permanente não dispensa avaliações médicas periódicas. A legislação previdenciária, inclusive após a EC 103/2019, prevê a possibilidade de revisão do benefício para verificar a persistência das condições que o determinaram.
  • (E) Incorreta: Não há uma regra que estabeleça um período mínimo fixo de 24 meses de licença para tratamento de saúde como condição para a aposentadoria por incapacidade permanente. A aposentadoria é concedida quando a perícia médica constata a impossibilidade de recuperação e de readaptação, independentemente do tempo de licença anterior.

Fonte: FGV TCE-ES 2022 Conselheiro Substituto (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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