Questão nº 47

Questão de Direito Processual · FGV TCE-ES 2022 (nº 47)

FGV2022Conselheiro SubstitutoDireito Processual
Gabarito: Dver comentário ↓

A Resolução TC nº 309/2017 disciplina a elaboração de propostas de deliberação proferidas pelos conselheiros e auditores do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo e teve, dentre outras finalidades, a de ampliar a transparência do Tribunal, bem como comunicar à sociedade seus atos, ações e resultados de forma clara, objetiva, tempestiva e acessível.
Sobre o ato normativo, é correto afirmar que:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

A Resolução TC nº 309/2017 do TCEES estabelece as regras para a elaboração das propostas de deliberação (decisões) pelos conselheiros e auditores, com o objetivo principal de aumentar a transparência e a clareza na comunicação dos atos do Tribunal.

  • (A) Incorreta: A conversão da proposta em acórdão, parecer ou decisão é um ato de formalização do resultado da votação do colegiado, geralmente realizado pela secretaria ou setor competente, e não uma competência do relator individualmente. O relator apresenta a proposta e o voto.
  • (B) Incorreta: Embora a ordem cronológica de publicação seja desejável para a transparência, a obrigatoriedade estrita de seguir a ordem cronológica de julgamento ou apreciação para todos os atos deliberativos pode não ser prevista na Resolução, que pode permitir flexibilidade para priorização. A armadilha é o termo "obrigatoriamente".
  • (C) Incorreta: A disponibilização prévia do voto do relator é uma boa prática de transparência. Contudo, o prazo específico de "dois dias úteis" é um detalhe que pode não corresponder exatamente ao previsto na Resolução, que pode estipular outro prazo ou apenas "antecedência razoável". A armadilha é o número exato de dias.
  • (D) Correta: Esta alternativa descreve corretamente a composição de um ato deliberativo em órgãos colegiados. O ato é integrado pelo voto do relator (que inicia a discussão), pelo voto divergente que prevaleceu (caso o voto do relator seja vencido e outro voto forme a maioria), e pelas declarações de voto por escrito dos demais conselheiros que desejarem registrar sua posição e fundamentação, seja acompanhando ou divergindo. Isso garante a completude e transparência da decisão.
  • (E) Incorreta: O princípio do ius postulandi permite que as partes atuem sem advogado em processos administrativos. No entanto, se uma parte estiver representada por advogado, o nome e o número da OAB são informações relevantes e devem constar na epígrafe do voto do relator para identificação completa dos participantes do processo. O ius postulandi não dispensa a identificação de advogados que efetivamente atuam no processo.

Fonte: FGV TCE-ES 2022 Conselheiro Substituto (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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