Questão nº 33

Questão de Direito Administrativo · FGV SEFAZ-AM 2022 - Prova I (nº 33)

FGV2022Auditor de Finanças e Controle do Tesouro EstadualDireito Administrativo
Gabarito: Dver comentário ↓

A Assembleia Legislativa do Estado Alfa descumpriu os limites de gastos com seu pessoal. Diante disso, a União proibiu o Estado Alfa de realizar operações de crédito e de receber transferências de recursos federais, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal.
De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria, a União agiu

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

O princípio da intranscendência subjetiva das sanções significa que uma punição deve atingir apenas quem cometeu a infração, e não terceiros que não tiveram responsabilidade direta. No contexto da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Supremo Tribunal Federal (STF) aplica esse princípio para diferenciar as responsabilidades entre os Poderes.

  • A) Incorreta: Embora o Poder Legislativo pertença ao Estado, a jurisprudência do STF, para fins de LRF, reconhece a autonomia orçamentária e financeira dos Poderes, aplicando a intranscendência das sanções.
  • B) Incorreta: O Poder Executivo não possui competência para sustar atos do Legislativo relacionados à sua gestão interna e orçamentária, sob pena de violar a separação de Poderes.
  • C) Incorreta: Esta alternativa invoca o princípio da transcendência das sanções, que é o oposto do que o STF aplica neste caso. A "unidade institucional" não prevalece sobre a autonomia e a responsabilidade fiscal individualizada dos Poderes para fins de sanção. Armadilha: A menção à "unidade institucional" e à representação do Governador pode parecer lógica, mas o cerne da questão é a responsabilidade individualizada dos Poderes, e a invocação da "transcendência" é um erro conceitual direto.
  • (D) Correta: A União agiu incorretamente porque, ao punir o Estado como um todo (impedindo operações de crédito e transferências federais), está aplicando uma sanção ao Poder Executivo por uma infração cometida pelo Poder Legislativo. Isso viola o princípio da intranscendência subjetiva das sanções, pois o Executivo não tem como controlar a gestão orçamentária do Legislativo, que possui autonomia constitucional.
  • E) Incorreta: Embora a continuidade dos serviços públicos seja um princípio importante, a decisão do STF neste caso se fundamenta primariamente na intranscendência das sanções e na autonomia dos Poderes, e não diretamente na continuidade dos serviços como o princípio violado.

Fonte: FGV SEFAZ-AM 2022 - Prova I Auditor de Finanças e Controle do Tesouro Estadual (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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