Questão nº 69
Questão de Urologia · FGV PM-AM 2021 (nº 69)
FGV2021Oficial da PM - Médico UrologistaUrologia
Gabarito: Ever comentário ↓
Paciente com rins policísticos volumosos e insuficiência renal. Apresentou vários episódios de pielonefrite nos últimos 2 anos. A abordagem a ser instituída antes da realização do transplante renal é
- Anefrectomia direita.
- Bprofilaxia antibiótica por pelo menos 6 meses.
- Ctratamento com vacina (Uro-Vaxom).
- Dembolização renal.
- Enefrectomia bilateral. (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
Em pacientes com doença renal policística e complicações como infecções frequentes ou rins muito grandes, a remoção dos rins doentes (nefrectomia) pode ser necessária antes do transplante para garantir o sucesso do novo rim e a saúde do paciente.
- (A) Incorreta: A nefrectomia de apenas um rim não resolveria o problema do outro rim policístico, que continuaria sendo uma fonte de infecção e ocupando espaço, comprometendo o transplante.
- (B) Incorreta: A profilaxia antibiótica é uma medida paliativa para infecções, mas não elimina a causa raiz (rins policísticos volumosos e propensos a infecção) nem resolve o problema de espaço abdominal, que são cruciais antes de um transplante. A armadilha é que a profilaxia é usada para infecções recorrentes, mas não aborda a doença estrutural subjacente que causa essas infecções e o volume renal.
- (C) Incorreta: O Uro-Vaxom é um imunomodulador para prevenir infecções urinárias recorrentes, mas não trata a doença renal policística em si, nem resolve o volume dos rins ou a fonte de infecção grave.
- (D) Incorreta: A embolização renal pode reduzir o volume renal e, em alguns casos, controlar sintomas como dor ou sangramento. No entanto, para infecções recorrentes e graves como pielonefrite em rins policísticos volumosos, a embolização pode não ser tão eficaz quanto a nefrectomia em eliminar completamente o foco infeccioso e o volume necessário para o transplante.
- (E) Correta: A nefrectomia bilateral é a abordagem mais adequada neste cenário. Ela remove a fonte das infecções recorrentes (pielonefrite) que poderiam comprometer o transplante e elimina o volume excessivo dos rins policísticos, criando espaço no abdome para o novo rim. Isso melhora significativamente o ambiente para o transplante e a qualidade de vida do paciente.
Fonte: FGV PM-AM 2021 Oficial da PM - Médico Urologista (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.