Questão nº 40

Questão de Medicina - Ginecologia e Obstetrícia · FGV FHEMIG 2023 (nº 40)

FGV2023Ginecologia e ObstetríciaMedicina - Ginecologia e Obstetrícia
Gabarito: Aver comentário ↓

Gestante com 29 semanas com tipagem sanguínea "A - Rh negativo" foi encaminhada a um serviço de medicina fetal por ter resultado do teste de Coombs indireto positivo. Foi realizada pesquisa de anticorpos irregulares que evidenciou anticorpos anti-Kell.
Diante dessa situação, assinale a opção que indica a conduta correta.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

A presença de anticorpos irregulares maternos (como o anti-Kell) indica risco de doença hemolítica fetal, mas a conduta também deve considerar o tipo sanguíneo da mãe. Uma gestante Rh-negativa sempre necessita de imunoglobulina anti-Rh após o parto se o bebê for Rh-positivo, para prevenir a aloimunização Rh em futuras gestações.

  • (A) Correta: A mãe é Rh-negativa. Independentemente da aloimunização por anti-Kell, uma gestante Rh-negativa deve receber imunoglobulina anti-Rh após o parto se o recém-nascido for Rh-positivo. Esta é uma medida profilática padrão para prevenir a aloimunização Rh em gestações futuras, sendo uma conduta correta para a mãe nesta situação.
  • (B) Incorreta: A transfusão intrauterina é uma medida invasiva e só é indicada após a confirmação de anemia fetal grave (ex: hidropsia, velocidade de pico na artéria cerebral média - MCA-PSV - elevada), o que não foi estabelecido na questão. Realizá-la "imediatamente" sem essa avaliação é precipitado.
  • (C) Incorreta: Anticorpos anti-Kell têm grande significado clínico e podem causar doença hemolítica perinatal grave, inclusive com supressão da eritropoiese fetal, sendo frequentemente mais severos que a aloimunização Rh. Acompanhamento de rotina é inadequado. A armadilha aqui é subestimar a gravidade do anti-Kell.
  • (D) Incorreta: A transfusão intrauterina pode ser indicada antes do desenvolvimento de hidropsia fetal, baseada em outros marcadores de anemia grave, como o MCA-PSV. Esperar pela hidropsia pode ser tardio e aumentar os riscos.
  • (E) Incorreta: Induzir o parto prematuro às 32 semanas é uma decisão que deve ser baseada na gravidade da doença fetal, maturidade pulmonar e riscos versus benefícios de manter a gestação. Não há dados na questão que justifiquem um parto tão prematuro neste momento.

Fonte: FGV FHEMIG 2023 Ginecologia e Obstetrícia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

Continue estudando

Estudar é izi

Pratique milhares de questões como esta, de graça, com explicação e gamificação no Quizinho.

Estudar de graça no Quizinho