Questão nº 39

Questão de Medicina - Ginecologia e Obstetrícia · FGV FHEMIG 2023 (nº 39)

FGV2023Ginecologia e ObstetríciaMedicina - Ginecologia e Obstetrícia
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A comissão de controle de infecção hospitalar de uma maternidade notou que a incidência de infecção puerperal estava alta. Após análise dos casos, recomendou o uso de antibiótico profilático para determinadas situações.
Assinale a opção que apresenta uma dessas situações.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

A profilaxia antibiótica em obstetrícia é a administração de antibióticos antes de procedimentos ou em situações de alto risco para prevenir infecções, e não para tratar uma infecção já estabelecida.

  • (A) Correta: A remoção manual da placenta é um procedimento invasivo que introduz a mão do profissional na cavidade uterina, aumentando significativamente o risco de contaminação bacteriana e subsequente infecção puerperal (endometrite). Por isso, a profilaxia antibiótica é fortemente recomendada nesta situação.
  • (B) Incorreta: A profilaxia antibiótica não é indicada para todas as gestantes em trabalho de parto. O uso indiscriminado aumentaria a resistência bacteriana sem benefício comprovado para a maioria. É reservada para situações de risco específicas (ex: cesariana, ruptura prolongada de membranas, colonização por GBS).
  • (C) Incorreta: Embora o líquido amniótico meconial possa indicar sofrimento fetal e, em alguns casos, estar associado a um risco aumentado de infecção (como corioamnionite), a presença de meconial isoladamente não é uma indicação para profilaxia antibiótica materna para prevenir infecção puerperal. O meconial em si é estéril, e a preocupação primária é com a aspiração neonatal. Armadilha da banca: A associação de "líquido meconial" com "problema" pode levar a pensar em infecção, mas não é uma indicação direta para profilaxia materna de infecção puerperal.
  • (D) Incorreta: A episiotomia é uma incisão cirúrgica, mas a profilaxia antibiótica de rotina não é recomendada para sua reparação, a menos que haja outros fatores de risco ou se trate de lacerações mais complexas. Boas práticas de assepsia e técnica cirúrgica são geralmente suficientes.
  • (E) Incorreta: Lacerações perineais periuretrais, se não forem extensas (como lacerações de terceiro ou quarto grau que envolvem o esfíncter anal), não requerem profilaxia antibiótica de rotina. A profilaxia é considerada para lacerações mais complexas ou em pacientes com fatores de risco específicos.

Fonte: FGV FHEMIG 2023 Ginecologia e Obstetrícia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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