Questão nº 39

Questão de Direito Administrativo · FCC TRT6 2018 (nº 39)

FCC2018Analista Judiciário – Área JudiciáriaDireito Administrativo
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Um Município pretende se desfazer de um prédio onde funciona uma unidade escolar, mediante alienação por meio de licitação, pois ela se insere em região que se tornou bastante valorizada para empreendimentos imobiliários. Editou decreto autorizando a licitação. Esse ato

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

A alienação (venda) de bens públicos, especialmente aqueles que servem a um propósito específico da coletividade (como uma escola), é um ato excepcional e depende de autorização legal expressa e de um processo rigoroso.

  • (A) Correta: O prédio de uma escola é um bem público de uso especial. Para que um bem público de uso especial possa ser alienado, a lei exige primeiramente a sua desafetação (ou seja, a retirada da sua destinação pública específica, transformando-o em bem dominical) e, em seguida, a autorização legal para a venda. Um decreto (ato do Poder Executivo) é insuficiente para desafetar e autorizar a alienação de um bem público de uso especial; isso requer uma lei aprovada pelo Poder Legislativo. Portanto, o decreto é ilegal.
  • (B) Incorreta: O ato é ilegal desde sua origem por não cumprir os requisitos formais e materiais da lei. A desocupação do imóvel é uma etapa prática, mas não valida um ato que, em sua essência, é ilegal.
  • (C) Incorreta: Embora o ato seja inválido, a alternativa não explica por que ele é inválido de forma tão completa quanto a alternativa A. A invalidade de um ato administrativo ilegal é uma consequência, mas a questão pede a análise do ato em si.
  • (D) Incorreta: Esta é a armadilha. Embora a destinação da receita para outras políticas públicas possa, em tese, parecer eficiente, o princípio da eficiência não se sobrepõe ao princípio da legalidade. Um ato administrativo deve ser legal antes de ser eficiente. Não se pode justificar a violação de normas legais (como a exigência de lei para desafetação e alienação) em nome de uma suposta eficiência ou de um "melhor" interesse público, pois o interesse público primário é que a administração atue dentro da lei.
  • (E) Incorreta: A alternativa está parcialmente correta ao mencionar a necessidade de avaliação prévia e desafetação. No entanto, a principal falha do decreto é a ausência de lei autorizativa, que é o ponto central da ilegalidade. Além disso, um ato ilegal não "deve ser revogado" (que implica discricionariedade), mas sim anulado (por vício de legalidade).

Fonte: FCC TRT6 2018 Analista Judiciário – Área Judiciária (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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