Questão nº 8

Questão de Direito Constitucional · FCC PGE-TO 2025 Procurador (nº 8)

FCC2025Procurador do Estado - Nível IDireito Constitucional
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O Prefeito de certo Município tocantinense ajuizou ação direta de inconstitucionalidade, perante o Tribunal de Justiça do Estado, questionando a constitucionalidade de lei do mesmo Município que proíbe, em seu território, a soltura de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos que produzam efeitos sonoros ruidosos. A ação tem por fundamentos, sob o aspecto formal, a incompetência do Município para legislar sobre a matéria, e, no mérito, a desproporcionalidade da proibição, que atinge todo o território municipal. Nessa situação hipotética, à luz da Constituição Federal, da Constituição estadual e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a referida ação direta é

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

O controle de constitucionalidade estadual, realizado pelos Tribunais de Justiça, verifica se leis ou atos normativos municipais ou estaduais estão de acordo com a Constituição Estadual, que muitas vezes replica normas da Constituição Federal.

  • (A) Correta: A legitimidade do Prefeito para propor ADI contra lei do próprio município é geralmente admitida se a Constituição Estadual o previr, pois ele representa o Município e zela pela constitucionalidade. Os parâmetros de controle são a Constituição Estadual, que pode incorporar preceitos da Constituição Federal. Quanto ao mérito, a jurisprudência do STF (ex: ADPF 567) reconhece a competência dos Municípios para legislar sobre poluição sonora e proteção ambiental (interesse local, competência suplementar), e considera proporcionais as proibições de fogos ruidosos em todo o território municipal, visando à proteção da saúde e do meio ambiente. Portanto, os fundamentos da ação (incompetência e desproporcionalidade) seriam improcedentes.

  • (B) Incorreta: O Prefeito pode ter legitimidade para propor ADI contra lei do próprio município, dependendo da Constituição Estadual. Além disso, os fundamentos da ação são improcedentes, não procedentes.

  • (C) Incorreta: O fundamento de incompetência legislativa do Município é improcedente, pois os Municípios têm competência para legislar sobre o tema (interesse local e proteção ambiental).

  • (D) Incorreta: Os fundamentos da ação (incompetência e desproporcionalidade) são improcedentes, não procedentes.

  • (E) Incorreta: O Prefeito pode ter legitimidade. O parâmetro principal é a Constituição Estadual, mas ela pode reproduzir a Constituição Federal, tornando o controle admissível. Além disso, os fundamentos da ação são improcedentes, não procedentes.

Fonte: FCC PGE-TO 2025 Procurador Procurador do Estado - Nível I (Caderno Tipo 002). Reproduzida para fins de estudo.

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