Questão nº 88

Questão de História da Bahia · FCC Defensoria Pública do Estado da Bahia 2021 (nº 88)

FCC2021Defensor(a) Público(a)História da Bahia
Gabarito: Bver comentário ↓

Em 2 de julho de 1823, a Bahia celebrou mais um triunfo nas lutas em prol da independência do Brasil, em um processo que envolveu pronunciamentos, articulações, aclamações e batalhas. Muitos indivíduos combateram pela libertação, da qual nem todos usufruíram plenamente. Sobre esse episódio,

Resposta comentada

Gabarito Alternativa B

O conceito-chave aqui é que a Independência da Bahia (e do Brasil como um todo) foi primariamente uma luta por liberdade política e econômica em relação a Portugal, mas não resultou em liberdade social para todos, especialmente para os negros escravizados, que continuaram em sua condição de escravidão.

(A) Incorreta: Embora Maria Filipa tenha sido uma figura importante na resistência em Itaparica, e a Batalha de Itaparica tenha sido uma vitória baiana, a independência não levou à alforria geral dos escravizados da ilha ou de qualquer outro lugar. A escravidão persistiu por muitas décadas após 1823.
(B) Correta: O Dois de Julho consolidou a autonomia política e econômica da Bahia em relação a Portugal, alinhando-se com a independência do Brasil. Contudo, o processo não alterou a estrutura social escravista; os negros escravizados, que tiveram participação crucial nas lutas, não obtiveram a cidadania nem a liberdade após a vitória.
(C) Incorreta: O brigadeiro Ignácio Madeira de Melo era o comandante das tropas portuguesas, ou seja, o inimigo dos habitantes de Salvador. A sóror Joana Angélica foi uma mártir da independência, morta por soldados portugueses, mas não liderou batalhas militares.
(D) Incorreta: A Batalha de Pirajá (8 de novembro de 1822) foi, na verdade, uma vitória crucial para o Exército Libertador baiano, e não um revés. O cabo corneteiro Luís Lopes é famoso por sua ação estratégica que contribuiu para a vitória baiana, ao simular um ataque de cavalaria e fazer as tropas portuguesas recuarem.
(E) Incorreta: O "Grito da Cachoeira" em 25 de junho de 1822 foi o início da revolta e da adesão de Cachoeira a D. Pedro I, marcando o começo da guerra na Bahia, mas não uma "vitória" imediata sobre os lusos em uma batalha naquele dia. A luta foi longa e árdua, com muitas batalhas e não um ciclo ininterrupto de vitórias até o Dois de Julho.

Fonte: FCC Defensoria Pública do Estado da Bahia 2021 Defensor(a) Público(a) (Caderno Tipo 002). Reproduzida para fins de estudo.

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