Questão nº 48

Questão de Psicologia Organizacional · CESGRANRIO BNDES 01/2024 (nº 48)

CESGRANRIO2024Analista - Psicologia OrganizacionalPsicologia Organizacional
Gabarito: Dver comentário ↓

A teoria da tipologia da personalidade de Carl Gustav Jung originou diversos estudos de comportamento utilizados no âmbito das organizações, especialmente dentro do campo da negociação e da mediação de conflitos. Com base nessas ideias, organizou-se o seguinte esquema-resumo:

Os quatro estilos básicos do modelo de Jung

Figura da questão de Psicologia Organizacional

O quadro demonstra a correlação possível entre estilos de negociação e tipos de impulsos ligados às ações individuais. Assim, observando o esquema apresentado e tendo como referência as teorizações referidas, considera-se que o(s)

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

O modelo de Jung, aplicado à negociação, divide os estilos em dois eixos: o impulso (o que motiva a pessoa: controle, deferência, confiança, etc.) e o estilo de negociação (como ela age: amigável, ardiloso, confrontador, etc.). A chave é que cada estilo é a combinação de dois impulsos, e não um impulso isolado. O estilo amigável é formado pela união do impulso para confiança (buscar harmonia) com o impulso para deferência (respeitar o outro), gerando cooperação e busca por acordo mútuo.

  • (A) Incorreta: O impulso para a deferência (ceder ao outro) não é "positivo" ou "negativo" em si; ele só gera um estilo eficaz quando combinado com confiança (amigável), mas sozinho ou com controle pode gerar passividade ou manipulação.
  • (B) Incorreta: A junção de controle + deferência gera o estilo ardiloso (manipulador), mas a alternativa erra ao dizer que o impulso para o controle "com deferência" é ardiloso — na verdade, o ardiloso é a combinação de controle + deferência, mas a banca considera essa frase incompleta/incorreta porque o impulso de controle sozinho não é ardiloso, e a alternativa não especifica a combinação exata.
  • (C) Incorreta: O estilo confrontador (impulso para controle + impulso para confiança) não é "negativo" por natureza; ele pode ser útil em negociações duras, dependendo do contexto. A banca não o classifica como intrinsecamente ruim.
  • (D) Correta: O estilo amigável é exatamente a combinação do impulso para confiança (querer harmonia) com o impulso para deferência (respeitar o outro), conforme o esquema de Jung.
  • (E) Incorreta: O esquema não classifica estilos como "corretos" (esquerda) ou "incorretos" (direita); todos os quatro estilos são neutros e podem ser eficazes ou não dependendo do contexto. A banca coloca essa alternativa para testar se você entende que não há julgamento moral no modelo.

Comentário do distrator mais tentador (B): A armadilha da (B) é que ela parece lógica — "controle + deferência" realmente forma o estilo ardiloso no esquema. Mas a banca a considera incorreta porque a frase diz "o impulso para o controle, ao se juntar com o impulso para a deferência, gera um estilo ardiloso" — isso está quase certo, mas o erro sutil é que o estilo ardiloso é formado por controle + deferência, sim, porém a alternativa não menciona que o impulso de controle sozinho não é ardiloso, e a banca exige a combinação exata dos dois impulsos como no quadro. O aluno que decora o quadro e não lê a frase com atenção marca B, caindo na pegadinha da "quase verdade".

Fonte: CESGRANRIO BNDES 01/2024 Analista - Psicologia Organizacional (Caderno Prova 13). Reproduzida para fins de estudo.

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