Questão nº 47

Questão de Medicina · FGV TCE-TO 2022 (nº 47)

FGV2022Analista Técnico - MedicinaMedicina
Gabarito: Dver comentário ↓

Mulher de 59 anos portadora de diabetes mellitus tipo 2 apresenta febre e dor no pé esquerdo há dois dias. No seu exame físico:

  • temperatura axilar foi de 38,1°C;
  • frequência cardíaca = 116bpm;
  • pressão arterial = 100/50mmHg;
  • frequência respiratória = 24irpm;
  • saturação do oxigênio = 94%;
  • o pé esquerdo se encontrava edemaciado, quente e avermelhado;
  • havia uma úlcera aparentando longa duração com presença de secreção purulenta.
    Foi prontamente iniciado tratamento com líquidos intravenosos, piperacilina/tazobactam, metronidazol e insulina. Revista 36 horas após, ela permanecia febril, taquicárdica e hiperglicêmica.
    A maior possibilidade de reverter o estado séptico da paciente consiste em:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

Sepsia é uma resposta desregulada do corpo a uma infecção, que pode levar à disfunção de órgãos e risco de vida. Em casos de infecções localizadas graves, como o pé diabético infectado, o controle da fonte (remover ou drenar a infecção) é fundamental para reverter o quadro séptico.

  • (A) Incorreta: A saturação de oxigênio de 94% não indica hipoxemia grave que justifique o oxigênio como a principal medida para reverter o choque séptico, sendo uma medida de suporte e não de tratamento da causa.
  • (B) Incorreta: A paciente não apresentou melhora após 36 horas de antibioticoterapia, o que indica que o tratamento atual não está sendo eficaz. Completar o ciclo sem controle de foco ou reavaliação é inadequado.
  • (C) Incorreta: Embora a paciente esteja hipotensa, a infusão vigorosa de líquidos tem limites e riscos, e não aborda a causa subjacente da sepse, que é a infecção não controlada.
  • (D) Correta: A falha da antibioticoterapia inicial em um quadro de sepse com uma úlcera purulenta e sinais inflamatórios locais intensos no pé diabético indica a necessidade urgente de controle da fonte da infecção. Isso geralmente envolve desbridamento cirúrgico, drenagem de abscessos ou, em casos mais graves, amputação para remover o tecido infectado e necrótico, sendo a medida mais eficaz para reverter o estado séptico.
  • (E) Incorreta: Armadilha: A troca de antibióticos é uma consideração válida em caso de falha terapêutica, mas não é a principal medida para reverter o estado séptico quando há uma fonte de infecção cirúrgica evidente e não controlada. A piperacilina/tazobactam e metronidazol já cobrem um amplo espectro. A simples troca de antibióticos sem remover o foco infeccioso (pus, tecido necrótico) é frequentemente ineficaz e adia a intervenção mais importante.

Fonte: FGV TCE-TO 2022 Analista Técnico - Medicina (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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