Questão nº 57

Questão de Economia · FGV STN 2024 (nº 57)

FGV2024Auditor Federal de Finanças e Controle - Econômico-FinanceiraEconomia
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Assinale a opção que apresenta uma diferença entre a abordagem keynesiana e a abordagem clássica em relação à política fiscal.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

A principal diferença entre as abordagens keynesiana e clássica na macroeconomia reside no papel do governo: enquanto os keynesianos defendem a intervenção estatal para estabilizar a economia, os clássicos acreditam na capacidade de autorregulação do mercado.

(A) Correta: A abordagem keynesiana enfatiza a necessidade de intervenção do governo por meio de gastos públicos para estimular a demanda agregada (o total de bens e serviços que as pessoas e empresas querem comprar), especialmente em períodos de recessão. Já a abordagem clássica defende que a economia se autorregula por meio dos mecanismos de mercado (como preços e salários flexíveis) e que o governo deve ter um papel mínimo, focando em um orçamento equilibrado e na estabilidade monetária.
(B) Incorreta: As abordagens divergem sobre a necessidade e o momento de aumentar impostos. Keynesianos podem aceitar déficits em recessões, enquanto clássicos priorizam orçamentos equilibrados e impostos baixos para não distorcer o mercado.
(C) Incorreta: Ambas as abordagens reconhecem a importância das políticas fiscal e monetária, mas com ênfases e visões diferentes sobre sua eficácia e uso. Keynesianos são famosos por defender a política fiscal ativa.
(D) Incorreta: A abordagem clássica, em geral, defende menos intervenção governamental, não programas de bem-estar social extensivos. A keynesiana pode incluir investimentos em infraestrutura, mas seu foco é mais amplo na estimulação da demanda.
(E) Incorreta: Armadilha da banca: Esta alternativa é tentadora porque o déficit fiscal é frequentemente visto como algo negativo. No entanto, a abordagem keynesiana argumenta que um déficit fiscal (gastos do governo maiores que a arrecadação) pode ser necessário e até benéfico em momentos de recessão para estimular a economia, enquanto a abordagem clássica tende a ver o déficit como prejudicial, pois pode "expulsar" o investimento privado (efeito crowding out) ou gerar inflação.

Fonte: FGV STN 2024 Auditor Federal de Finanças e Controle - Econômico-Financeira (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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