Questão nº 67
Questão de Cardiologia · FGV PM-AM 2021 (nº 67)
Identifique a droga hipoglicemiante a seguir que está associada à redução de mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida.
- AGlibenclamida.
- BGlicazida.
- CDapaglifozina. (alternativa correta)
- DSitagliptina.
- EMetformina.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
Os inibidores de SGLT2 são uma classe de medicamentos que, além de controlar o açúcar no sangue, demonstraram um benefício surpreendente e significativo na redução da mortalidade e hospitalizações em pacientes com insuficiência cardíaca, especialmente naqueles com fração de ejeção reduzida (o coração bombeia o sangue com menos força).
(A) Incorreta: A Glibenclamida é uma sulfonilureia, um tipo de medicamento que estimula o pâncreas a produzir mais insulina. Não há evidências de que reduza a mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca e pode até ter riscos cardiovasculares.
(B) Incorreta: A Glicazida, assim como a Glibenclamida, é uma sulfonilureia. Embora possa ser usada para controlar o diabetes, não demonstrou benefício na redução da mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca.
(C) Correta: A Dapaglifozina é um inibidor de SGLT2 que comprovadamente reduz a mortalidade cardiovascular e as hospitalizações por insuficiência cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida, independentemente da presença de diabetes.
(D) Incorreta: A Sitagliptina é um inibidor da DPP-4, uma classe de medicamentos que aumenta os níveis de hormônios que estimulam a liberação de insulina. Embora seja eficaz no controle do diabetes, estudos mostraram que não reduz a mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca e não é recomendada para esse fim. A armadilha aqui é que é uma droga antidiabética moderna, mas sem o benefício cardiovascular específico dos iSGLT2.
(E) Incorreta: A Metformina é um medicamento de primeira linha para diabetes tipo 2 que age reduzindo a produção de glicose pelo fígado e aumentando a sensibilidade à insulina. É geralmente segura em pacientes com insuficiência cardíaca, mas não há evidências de que reduza diretamente a mortalidade por insuficiência cardíaca.
Fonte: FGV PM-AM 2021 Oficial da PM - Médico Cardiologista (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.