Questão nº 26

Questão de Mercado de Capitais · FGV CVM 2024 (nº 26)

FGV2024CVM - Mercado de Capitais (Perfis 1, 2 e 4)Mercado de Capitais
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Uma empresa está avaliando sua estrutura de capital e estratégias para maximizar o valor para os acionistas.

Considerando os ciclos de mercado e as condições internas da empresa, ela tem a opção de emitir dívida, emitir novas ações ou utilizar lucros retidos para financiar um novo projeto de expansão.

Com base nas teorias de estrutura de capital, a estratégia mais consistente com a maximização do valor do acionista, considerando uma perspectiva de longo prazo, é:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

A estrutura de capital de uma empresa é a forma como ela financia suas operações e crescimento, usando uma combinação de dívida (empréstimos) e capital próprio (dinheiro dos acionistas, como ações ou lucros retidos). A escolha da melhor estrutura visa maximizar o valor da empresa para seus acionistas no longo prazo.

(A) Correta: A Teoria da Pecking Order (ou Hierarquia de Preferências) sugere que as empresas preferem financiar novos projetos usando, primeiro, lucros retidos (dinheiro gerado internamente), depois dívida (empréstimos) e, por último, novas ações. Isso ocorre porque o uso de lucros retidos evita os custos de emissão (taxas para emitir ações ou dívida) e a assimetria informacional (o mercado pode interpretar mal a emissão de novas ações como um sinal de que a empresa está supervalorizada ou em dificuldades). Ajustar a estratégia às condições internas e de mercado é crucial para a maximização de valor de longo prazo.
(B) Incorreta: A Teoria do Trade-off sugere que existe um ponto ótimo de dívida onde os benefícios fiscais (juros dedutíveis) superam os custos da dívida (risco de insolvência, custos de agência). No entanto, aumentar a dívida "independentemente das condições de mercado e das taxas de juros" e afirmar que não provoca risco de insolvência ou custos de agência é falso e imprudente, pois o excesso de dívida aumenta significativamente esses riscos. Esta é a armadilha mais tentadora, pois invoca uma teoria real mas a aplica de forma extrema e incorreta.
(C) Incorreta: Emitir novas ações em um mercado bullish (em alta) pode parecer vantajoso devido às avaliações elevadas, mas ignora o custo de sinalização (o mercado pode interpretar que a empresa está emitindo ações porque acredita que seu preço está no pico ou que não tem outras opções de financiamento) e a diluição dos acionistas existentes. Além disso, a premissa de que a capitalização "não compensar esses custos a longo prazo" é uma dupla negativa que sugere que compensaria, o que não é garantido e pode, na verdade, prejudicar o valor a longo prazo.
(D) Incorreta: Uma abordagem "inflexível" é raramente a melhor estratégia em finanças corporativas. As condições de mercado e as necessidades da empresa mudam, exigindo flexibilidade na estrutura de capital. Evitar dívida ou ações completamente pode limitar o crescimento e a capacidade de aproveitar oportunidades.
(E) Incorreta: Uma política de dividendos agressiva que distribui a maior parte dos lucros "independentemente das necessidades de financiamento do novo projeto" é contraproducente para a maximização do valor de longo prazo. Embora possa agradar alguns acionistas no curto prazo, ela priva a empresa de recursos internos para investimento, limitando o crescimento futuro e, consequentemente, o valor da empresa.

Fonte: FGV CVM 2024 CVM - Mercado de Capitais (Perfis 1, 2 e 4) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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