Questão nº 33
Questão de Fundamentos de Auditoria Governamental · FGV CGU 2021 - Tarde (nº 33)
Ao planejar uma auditoria, a equipe de auditores internos elaborou uma lista dos riscos inerentes ao objeto de auditoria, avaliou esses riscos e efetuou a avaliação preliminar dos respectivos controles, tendo chegado às seguintes conclusões sobre os riscos mais relevantes:
- Risco R1: foi avaliado como muito alto e o conjunto de controles C1, relacionado a esse risco, foi considerado forte;
- Risco R2: foi avaliado como muito alto e o conjunto de controles C2, relacionado a esse risco, foi considerado fraco;
- Riscos R3, R4, R5, R6, R7, R8 e R9: foram avaliados como baixos e o conjunto de controles C3, relacionado a todos esses riscos, foi considerado forte.
Ao definir o escopo do trabalho de auditoria, havendo tempo e recursos suficientes para sua execução, a equipe deve prever, no mínimo, realização de testes de controle em relação ao(s) conjunto(s) de controles:
- AC1 e de procedimentos substantivos em relação aos conjuntos de controles C2 e C3; (alternativa correta)
- BC1 e C2 e de procedimentos substantivos em relação ao conjunto de controles C3;
- CC3 e de procedimentos substantivos em relação aos conjuntos de controles C1 e C2;
- DC1 e C3 e de procedimentos substantivos em relação ao conjunto de controles C2;
- EC2 e de procedimentos substantivos em relação aos conjuntos de controles C1 e C3.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
Ao planejar uma auditoria, o auditor avalia os riscos de que algo esteja errado (risco inerente) e a eficácia dos controles internos da entidade para prevenir ou detectar esses erros (risco de controle). Essa avaliação define se o auditor vai focar mais em testar os controles (para ver se funcionam) ou em procedimentos substantivos (verificar diretamente os valores e transações).
- Testes de controle: São feitos quando os controles são avaliados como fortes e o auditor pretende confiar neles para reduzir o trabalho de verificação direta.
- Procedimentos substantivos: São feitos para detectar distorções materiais diretamente. São mais extensos quando os controles são fracos ou quando o risco inerente é alto e não há controles fortes para compensar.
(A) Correta:
- C1 (Risco muito alto, Controles fortes): Para uma área de alto risco com controles considerados fortes, o auditor deve testar os controles (C1). Se os testes confirmarem a eficácia, o auditor pode reduzir a extensão dos procedimentos substantivos, tornando a auditoria mais eficiente.
- C2 (Risco muito alto, Controles fracos): Para uma área de alto risco com controles fracos, o auditor não pode confiar neles. Portanto, a estratégia deve ser focar em procedimentos substantivos (C2) para detectar possíveis erros. Testar controles fracos seria ineficiente.
- C3 (Riscos baixos, Controles fortes): Para áreas de baixo risco, mesmo com controles fortes, muitas vezes é mais eficiente realizar procedimentos substantivos (C3) diretamente, com um escopo reduzido devido ao baixo risco inerente. O custo-benefício de testar controles para áreas de baixo risco pode não justificar o esforço, pois a quantidade de procedimentos substantivos já seria pequena.
(B) Incorreta: Testar o conjunto de controles C2 é ineficiente, pois os controles já foram avaliados como fracos. O foco para C2 deve ser em procedimentos substantivos.
(C) Incorreta: Realizar procedimentos substantivos em C1 (risco muito alto, controles fortes) sem testar os controles é uma oportunidade perdida de eficiência. Se os controles são fortes, testá-los pode reduzir o trabalho substantivo.
(D) Incorreta: Embora testar C1 e procedimentos substantivos para C2 esteja correto, testar C3 (riscos baixos, controles fortes) não é necessariamente o mínimo exigido. Para baixo risco, procedimentos substantivos podem ser mais eficientes.
(E) Incorreta: Testar C2 é ineficiente (controles fracos). Realizar procedimentos substantivos para C1 (risco muito alto, controles fortes) sem testar os controles é uma estratégia menos eficiente.
Fonte: FGV CGU 2021 - Tarde Conhecimentos Comuns (AFFC) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.