Questão nº 33

Questão de Direito Administrativo · FCC TRT17 2022 (nº 33)

FCC2022Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade ContabilidadeDireito Administrativo
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Considere que determinado agente público tenha concedido licença de instalação de empreendimento comercial, haja vista o cumprimento, pelo requerente, de todos os requisitos legais necessários. Ocorre que, passados dois anos da concessão, restou evidenciado que o agente em questão não detinha competência para a concessão da licença, eis que, dado o porte do empreendimento, a licença deveria ter sido concedida por seu superior hierárquico, o qual somente delegou ao agente a competência em relação a empreendimentos de menor dimensão. O ato em questão

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Um ato administrativo é uma decisão da Administração Pública que gera efeitos jurídicos. Se ele tem um vício (defeito), pode ser corrigido (convalidado) ou desfeito (anulado).

  • (A) Correta: O vício de competência (quando a pessoa que praticou o ato não tinha a autoridade para fazê-lo, mas uma autoridade superior tinha) é, em regra, um vício sanável (que pode ser corrigido). A correção se dá pela ratificação (confirmação) do ato pela autoridade que realmente detinha a competência, desde que não haja prejuízo a terceiros ou ao interesse público.
  • (B) Incorreta: A teoria da aparência protege terceiros de boa-fé em relação aos efeitos do ato, mas não torna um ato ilegal (com vício de competência) válido e imune à anulação. Atos ilegais são passíveis de anulação, não de revogação (que se aplica a atos legais e convenientes).
  • (C) Incorreta: Esta é a armadilha mais tentadora. O vício de competência é, sim, passível de convalidação, especialmente quando a autoridade superior poderia ter praticado o ato. A impossibilidade de convalidação ocorre em vícios mais graves ou insanáveis, o que não é o caso aqui, onde o problema é de quem fez, não do que foi feito.
  • (D) Incorreta: O ato é ilegal (tem um vício de competência), portanto, o que cabe é a anulação, não a revogação (que se aplica a atos legais que se tornaram inoportunos ou inconvenientes). Além disso, a anulação ou convalidação seria feita pela autoridade competente (o superior), não necessariamente por quem o praticou.
  • (E) Incorreta: Um ato é inexistente quando lhe faltam elementos mínimos essenciais para sequer ser considerado um ato jurídico (ex: praticado por quem não é agente público). Um vício de competência torna o ato nulo ou anulável, não inexistente, pois foi praticado por um agente público, ainda que sem a devida atribuição para aquele caso específico.

Fonte: FCC TRT17 2022 Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade Contabilidade (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.

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