Questão nº 41
Questão de Odontologia · FCC TRT-15 2018 (nº 41)
Atenção: Para responder às questões de números 40 a 42, considere as informações abaixo.
O exame clínico de paciente com 12 anos de idade, sexo feminino, mostrou fratura dos dentes 21 e 22, avulsão do dente 11 e abrasão no lábio superior. A mãe da paciente mostrava-se trêmula e relatou que a paciente escorregou e caiu, cerca de 30 minutos antes, sem oferecer detalhamentos sobre o ocorrido. O cirurgião-dentista solicitou à mãe que aguardasse fora da sala clínica e conduziu a entrevista diagnóstica com a paciente de forma cuidadosa e acolhedora, a fim de coletar informações sobre as circunstâncias causadoras dos traumatismos apresentados pela paciente. Em seguida, iniciou o atendimento de urgência.
No exame radiográfico para a complementação do diagnóstico clínico, o cirurgião-dentista deverá dedicar atenção
Este texto de apoio vale também pra questão nº 40, questão nº 42.
- Aao grau de fechamento apical radicular do dente 22, para a definição de eventual tratamento pulpar. (alternativa correta)
- Bà presença de fratura coronária complicada, com envolvimento de esmalte e dentina no dente 21.
- Cà existência de fratura coronária descomplicada, quando não há envolvimento de fratura na raiz do dente 22.
- Dà presença de complicações decorrentes do trauma, como reabsorção apical no dente 22.
- Eà dimensão da câmara pulpar do dente 21, cujas características anatômicas favorecem o sucesso do capeamento pulpar.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
Em pacientes jovens que sofreram trauma dentário, o grau de fechamento apical é crucial porque define o potencial de desenvolvimento radicular e o tipo de tratamento pulpar possível. Dentes com ápice aberto têm maior capacidade de reparo e opções de tratamento que visam a continuação do desenvolvimento da raiz.
- (A) Correta: Aos 12 anos, os dentes permanentes podem ainda ter o ápice radicular aberto. A radiografia é essencial para determinar se o ápice do dente 22 está fechado ou aberto, o que é o fator mais importante para decidir o tipo de tratamento pulpar (ex: revascularização, apexificação, pulpotomia, pulpectomia).
- (B) Incorreta: A presença de fratura coronária complicada (com exposição pulpar) é primariamente um diagnóstico clínico. Embora a radiografia complemente a avaliação da extensão da fratura, a alternativa descreve "envolvimento de esmalte e dentina", que é uma fratura descomplicada, não complicada. A "pegadinha" aqui reside na confusão do termo "complicada" com a descrição de uma fratura simples.
- (C) Incorreta: A existência de fratura coronária descomplicada (sem exposição pulpar) é um achado clínico. A radiografia é mais utilizada para descartar fraturas radiculares associadas, mas o foco principal para a definição de tratamento pulpar em um paciente jovem é o estado do ápice, não a simples confirmação de uma fratura coronária descomplicada.
- (D) Incorreta: Reabsorção apical é uma complicação tardia do trauma, que se desenvolve ao longo do tempo. O exame radiográfico inicial, 30 minutos após o trauma, não revelaria reabsorção apical, que é uma sequela crônica.
- (E) Incorreta: Embora a dimensão da câmara pulpar seja maior em dentes jovens e possa favorecer tratamentos conservadores, a dimensão em si não é o principal fator radiográfico a ser avaliado para a definição do tratamento pulpar. O estado de fechamento apical é o determinante mais crítico para as opções de tratamento em dentes permanentes jovens traumatizados.
Fonte: FCC TRT-15 2018 Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Odontologia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.