Questão nº 34
Questão de História · FCC TRT-15 2018 (nº 34)
FCC2018Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade HistóriaHistória
Gabarito: Cver comentário ↓
Conforme a Lei nº 581, de 4/9/1850, conhecida como “Eusébio de Queiroz”, os
- Acomerciantes, negociantes e proprietários de escravos ficariam sujeitos a julgamento pelo Ministério da Justiça e pelos órgãos de fiscalização dos portos, caso infringissem a determinação legal que proibia o tráfico internacional e interprovincial de escravos.
- Bescravos adquiridos ilegalmente a partir da data de promulgação da referida lei seriam declarados propriedade oficial da Coroa, até que tivessem dinheiro suficiente para voltar à sua terra natal.
- Ctraficantes internacionais deveriam ter seus barcos apresados, sendo os cúmplices processados e julgados pela Auditoria da Marinha e pelo Conselho de Estado, enquanto os que comprassem escravos ilegalmente trazidos, seriam processados no “foro comum”. (alternativa correta)
- Dcapitães das embarcações que realizassem tráfico internacional seriam deportados para a Inglaterra para serem julgados como piratas internacionais, enquanto os que comprassem os escravos ilegalmente seriam julgados no Brasil.
- Eafricanos escravizados desembarcados no Brasil, após a promulgação da lei, que fossem fruto do comércio ilegal transatlântico, tinham de trabalhar compulsoriamente por 10 anos.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
A Lei Eusébio de Queiroz, de 1850, foi a legislação brasileira que proibiu o tráfico negreiro transatlântico, ou seja, a entrada de africanos escravizados no Brasil, sob forte pressão da Inglaterra. Ela estabeleceu punições para quem desrespeitasse essa proibição.
- (A) Incorreta: A lei focava no tráfico internacional, não no interprovincial, e os órgãos de julgamento eram específicos (Auditoria da Marinha e Conselho de Estado para traficantes, foro comum para compradores), não o Ministério da Justiça de forma geral.
- (B) Incorreta: Os africanos desembarcados ilegalmente eram considerados "libertos" e ficavam sob tutela do governo por um período (geralmente 14 anos), sendo "empregados" compulsoriamente, mas não eram declarados "propriedade oficial da Coroa" como escravos, nem havia previsão de retorno por conta própria após acumular dinheiro.
- (C) Correta: A lei determinava o apresamento dos navios negreiros (Art. 1º), o julgamento dos traficantes e seus cúmplices por um tribunal especial (Auditoria da Marinha e, em segunda instância, o Conselho de Estado, conforme Art. 2º), e o julgamento dos compradores de escravos ilegais no "foro comum" (Art. 3º).
- (D) Incorreta: Esta alternativa mistura a legislação brasileira com as ações inglesas. A Lei Eusébio de Queiroz previa o julgamento dos traficantes no Brasil, pelos tribunais brasileiros, e não a deportação para a Inglaterra para serem julgados como piratas (isso era o que a Inglaterra fazia sob o Bill Aberdeen). A armadilha aqui é confundir a pressão e as ações inglesas com o que a lei brasileira efetivamente estabelecia para seus próprios cidadãos.
- (E) Incorreta: Embora os africanos desembarcados ilegalmente fossem submetidos a trabalho compulsório sob tutela do Estado, o período geralmente estipulado era de 14 anos, e não 10 anos.
Fonte: FCC TRT-15 2018 Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade História (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.