Questão nº 68
Questão de Psicologia · FCC TRT-11 2017 (nº 68)
Situações de emergência e desastres trazem efeitos impactantes sobre indivíduos, comunidades e nações, pois causam medo, insegurança e desequilíbrio. Lidar com o sofrimento em situações de emergência requer uma forma particular de atuação. Franco (2005; 2012) apontou que o objetivo da intervenção na crise desencadeada por desastres é resolver situações de grande pressão, em um período
- Areduzido e com uso de intervenção direta e focalizada, por meio de instrumentos de que a psicologia dispõe, para que os atingidos possam desenvolver novas estratégias adaptativas. (alternativa correta)
- Bde seis meses e com uso de intervenção relativa, por meio de instrumentos de que a psicologia dispõe, para que os atingidos possam eliminar lembranças traumáticas.
- Cideal e com uso de intervenção profunda e substancial, por meio de instrumentos de que a psicologia dispõe, para que os atingidos possam elaborar estratégias de prevenção.
- Dde um ano e com uso de intervenção mediada e confortante, por meio de instrumentos de que a psicologia dispõe, para que os atingidos possam compreender os danos sofridos.
- Econtínuo e com uso de intervenção prolongada e significativa, por meio de instrumentos de que a psicologia dispõe, para que os atingidos possam partilhar responsabilidades afetivoemocionais com outros envolvidos.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
A intervenção em crise é um tipo de ajuda psicológica imediata e de curto prazo, focada em ajudar pessoas a lidar com o impacto de eventos traumáticos e a restabelecer o equilíbrio emocional e funcional.
(A) Correta: O objetivo da intervenção em crise é atuar em um período reduzido, com uma abordagem direta e focalizada, para que as pessoas afetadas possam desenvolver novas estratégias adaptativas e retomar o controle de suas vidas. Isso está alinhado com os princípios da intervenção em crise, que busca estabilização rápida e promoção de recursos internos.
(B) Incorreta: O período de seis meses é muito longo para a fase inicial de intervenção em crise, que é de curto prazo. Além disso, o objetivo não é "eliminar lembranças traumáticas", o que é irrealista e não faz parte da metodologia da intervenção em crise; a armadilha aqui é sugerir um objetivo desejável, mas inatingível e fora do escopo da intervenção imediata.
(C) Incorreta: A intervenção em crise não é "profunda e substancial" em suas fases iniciais, mas sim breve e focada na estabilização. A elaboração de estratégias de prevenção é um objetivo secundário ou de longo prazo, não o foco principal para quem já está em crise.
(D) Incorreta: O período de um ano é excessivamente longo para a intervenção em crise. Embora o conforto seja importante, a intervenção precisa ser mais ativa e direcionada do que apenas "mediada e confortante", e o objetivo vai além de apenas "compreender os danos sofridos", buscando a adaptação e o funcionamento.
(E) Incorreta: A intervenção em crise não é "contínua" ou "prolongada e significativa" no sentido de ser uma terapia de longo prazo; ela é pontual e visa a estabilização. "Partilhar responsabilidades afetivoemocionais" é vago e não representa o objetivo central de restabelecer a capacidade de enfrentamento individual.
Fonte: FCC TRT-11 2017 Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especialidade: Psicologia (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.