Questão nº 53
Questão de Direito Tributário · FCC SEFAZ-PE 2022 - Conhecimentos Específicos (P2) (nº 53)
Um auditor sempre deve estar ciente de que o resultado de seu trabalho pode ser influenciado pelos riscos de auditoria. A avaliação dos riscos baseia-se em procedimentos de auditoria para a obtenção de informações necessárias para essa finalidade, e nas evidências obtidas ao longo de toda a auditoria, podendo envolver, por exemplo, classes de transações, saldos contábeis ou divulgações significativas que não de saldos contábeis. Nesse sentido, nos termos da NBC TA 200 (R1),
- Adesenvolvimentos tecnológicos que tornaram obsoleto um produto específico, e, consequentemente, o estoque mais suscetível de distorção em relação à superavaliação, podem influenciar o risco de controle.
- Bfalta de capital de giro suficiente para a continuidade das operações pode influenciar o risco inerente. (alternativa correta)
- Co declínio de um setor caracterizado por um grande número de falências pode influenciar o risco de detecção.
- Dafirmações e classes relacionadas a determinadas transações, saldos contábeis e divulgações podem influenciar o risco de governança.
- Ecircunstâncias externas que dão origem a riscos de negócios podem influenciar o risco de premissa.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
O risco de auditoria é a chance de o auditor dar uma opinião errada sobre as demonstrações contábeis, ou seja, dizer que estão corretas quando na verdade contêm erros importantes. Ele é composto por três tipos de riscos: inerente, de controle e de detecção.
(A) Incorreta: Desenvolvimentos tecnológicos que tornam um produto obsoleto e, consequentemente, o estoque mais suscetível a superavaliação, afetam a natureza do item contábil (estoque) e sua suscetibilidade a distorções antes de qualquer controle, caracterizando um risco inerente, não de controle. A armadilha é que a superavaliação pode levar a pensar em controles de avaliação, mas a causa raiz (obsolescência) é um fator inerente ao negócio.
(B) Correta: A falta de capital de giro suficiente para a continuidade das operações é uma condição intrínseca da entidade que aumenta a suscetibilidade das demonstrações contábeis a distorções relevantes (por exemplo, pressão para manipular resultados ou problemas de avaliação de ativos), caracterizando um risco inerente, conforme a NBC TA 200 (R1), item A18.
(C) Incorreta: O declínio de um setor com muitas falências é um fator externo que aumenta a suscetibilidade das demonstrações contábeis a distorções (como problemas de continuidade operacional ou avaliação de ativos), sendo, portanto, um risco inerente, e não um risco de detecção.
(D) Incorreta: Afirmações e classes de transações, saldos contábeis e divulgações são o objeto da auditoria e onde os riscos (inerente, controle, detecção) são avaliados, não influenciam um "risco de governança", que não é um componente direto do risco de auditoria na NBC TA 200.
(E) Incorreta: Circunstâncias externas que dão origem a riscos de negócios (como recessão econômica) aumentam o risco inerente da entidade, e "risco de premissa" não é um componente do risco de auditoria definido pela NBC TA 200.
Fonte: FCC SEFAZ-PE 2022 - Conhecimentos Específicos (P2) Auditor Fiscal do Tesouro Estadual - AFTE (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.