Questão nº 16
Questão de Tecnologia da Informação Aplicada à Auditoria Tributária · FCC SEFAZ-AP 2022 - Fiscal da Receita Estadual (FRE) - Conhecimentos Específicos (nº 16)
Atenção: Para responder às questões de números 16 e 17 utilize as informações abaixo.
Considere as seguintes tabelas relacionais e seus respectivos campos:
Tabela1: CPF-Contribuinte, Nome-Contribuinte, Idade-Contribuinte
Tabela2: CNPJ-Contribuinte, RazaoSocial, UF, CPF-ContribuinteCPF-Contribuinte e CNPJ-Contribuinte são definidos como Primary-Key, Unique.
Com base nessas informações, é correto afirmar:
Este texto de apoio vale também pra questão nº 17.
- AA Tabela1 não seria uma entidade no Modelo Entidade-Relacionamento porque o CPF-Contribuinte está em duas tabelas.
- BAmbas as tabelas se relacionam em cardinalidade n:m.
- CA Tabela1 se relaciona com a Tabela2 na ordem de cardinalidade 1:n. (alternativa correta)
- DA Tabela2 e a Tabela1 podem ser unificadas em uma única tabela relacional normalizada.
- EA Tabela1 se relaciona com a Tabela2 na ordem de cardinalidade n:1.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
A Cardinalidade em bancos de dados descreve a relação quantitativa entre os registros de duas tabelas, indicando quantos registros de uma tabela podem se associar a quantos registros da outra. Uma chave primária (PK) identifica unicamente cada registro em uma tabela, e quando essa PK aparece em outra tabela, ela atua como uma chave estrangeira (FK), estabelecendo o relacionamento.
- (A) Incorreta: Uma tabela é considerada uma entidade no Modelo Entidade-Relacionamento se representa um objeto ou conceito do mundo real. A presença de
CPF-Contribuinteem ambas as tabelas (como PK em Tabela1 e FK em Tabela2) é a forma como os relacionamentos são estabelecidos, e não impede que Tabela1 seja uma entidade. - (B) Incorreta: Uma cardinalidade N:M (muitos para muitos) significaria que um
CPF-Contribuintepode estar associado a váriosCNPJ-Contribuintes E que umCNPJ-Contribuintepode estar associado a váriosCPF-Contribuintes. No entanto, o campoCPF-Contribuintena Tabela2 permite que cadaCNPJ-Contribuinteseja associado a apenas umCPF-Contribuinte(o valor do campo). - (C) Correta: A Tabela1 (com
CPF-Contribuintecomo PK) se relaciona com a Tabela2 (que contémCPF-Contribuintecomo FK). Um únicoCPF-Contribuinte(de Tabela1) pode aparecer em múltiplos registros da Tabela2, significando que uma pessoa física pode estar associada a várias empresas. Assim, para cada registro em Tabela1, pode haver muitos registros correspondentes em Tabela2, caracterizando uma relação 1:N (um para muitos). - (D) Incorreta: Unificar Tabela1 e Tabela2 em uma única tabela não seria uma prática de normalização, pois elas representam entidades distintas (pessoa física e jurídica) com chaves primárias diferentes (
CPF-ContribuinteeCNPJ-Contribuinte). Isso levaria a problemas de redundância e inconsistência de dados, além de muitos valores nulos. - (E) Incorreta: Esta alternativa inverte a cardinalidade correta. Uma relação N:1 de Tabela1 para Tabela2 significaria que muitos
CPF-Contribuintes (de Tabela1) poderiam se relacionar com um únicoCNPJ-Contribuinte(de Tabela2). No entanto, um registro deCNPJ-Contribuintena Tabela2 só pode ter um único valor no campoCPF-Contribuinte, o que significa que umCNPJ-Contribuintese relaciona com apenas umCPF-Contribuinte. A armadilha aqui é confundir a direção da cardinalidade: se Tabela1 para Tabela2 é 1:N, então Tabela2 para Tabela1 é N:1. A questão pede a relação de Tabela1 para Tabela2.
Fonte: FCC SEFAZ-AP 2022 - Fiscal da Receita Estadual (FRE) - Conhecimentos Específicos Fiscal da Receita Estadual (FRE) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.