Questão nº 25

Questão de Execução Financeira · CEBRASPE SEFA-PR 2025 (nº 25)

CEBRASPE2025Agente Fazendário Estadual - Analista FazendárioExecução Financeira
Gabarito: Dver comentário ↓

Uma empresa pública de infraestrutura criou um mapa de riscos financeiros, identificando, entre outros, risco de insuficiência de liquidez para honrar dívidas no curto prazo; risco de variação de taxas de juros em contratos indexados; e risco de inadimplência de contraparte em contratos de concessão. Para integrar o monitoramento financeiro com a gestão de riscos, a área de controladoria propôs as seguintes ações:

• definir indicadores-chave de risco (KRI), como "projeção de caixa negativa em janelas de 90 dias" e "percentual de contratos com taxa pós-fixada acima de determinado limite";
• estabelecer limites de tolerância (apetite a risco) para cada indicador;
• vincular alertas do sistema financeiro à agenda de um comitê de riscos e finanças, que deliberará ajustes (hedge, renegociação, revisão de mix de funding).

Considerando a situação hipotética apresentada, bem como aspectos relativos a monitoramento, controle financeiro e gestão de risco financeiro, assinale a opção correta.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

Conceito-chave: Monitoramento financeiro é acompanhar números (caixa, dívidas, taxas) no dia a dia; gestão de riscos é identificar o que pode dar errado e agir antes. KRI (Indicador-Chave de Risco) é um "termômetro" que transforma um risco em número observável — ex.: "caixa pode ficar negativo em 90 dias". Quando você cria o KRI, define um limite de tolerância (até quanto o risco é aceitável) e liga o alerta a um comitê que decide o que fazer, você está integrando as duas coisas: monitorar e gerenciar.

  • (A) Incorreta: Empresas públicas também adotam apetite a risco — é prática de governança e controle (inclusive cobrada por órgãos de controle), não algo exclusivo do setor privado.
  • (B) Incorreta: As medidas são exatamente a ponte entre os dois: os KRIs nascem do monitoramento financeiro (caixa, contratos) e alimentam a gestão de riscos.
  • (C) Incorreta: Limites de tolerância e comitês também são controles e têm reflexo financeiro direto (disparam hedge, renegociação, revisão de funding).
  • (D) Correta: É o gabarito: mostra a integração entre monitoramento financeiro e gestão de riscos, convertendo riscos mapeados em KRIs acompanháveis, com limites e decisões de ajuste via comitê.
  • (E) Incorreta: Comitê de riscos e finanças é instância técnica de governança, não "politização"; é justamente onde as decisões de ajuste devem ser deliberadas.

Distrator mais tentador — (B): a armadilha é sugerir que "monitorar" e "gerenciar risco" são coisas separadas. A banca quer que você perceba que os KRIs (projeção de caixa, % de contratos pós-fixados) são instrumentos de monitoramento financeiro que servem à gestão de riscos — logo, a afirmação de que "não se relacionam" é falsa.

Fonte: CEBRASPE SEFA-PR 2025 Agente Fazendário Estadual - Analista Fazendário. Reproduzida para fins de estudo.

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