Questão nº 34

Questão de Administração · CEBRASPE SEFA-PR 2025 (nº 34)

CEBRASPE2025Agente Fazendário Estadual - AdministradorAdministração
Gabarito: Cver comentário ↓

A atuação da administração pública é pautada por princípios e regras que disciplinam a prática dos atos administrativos, visando assegurar a legalidade, a eficiência e a segurança jurídica, entre outros princípios. A Lei estadual n.º 20.656/2021 estabelece normas sobre organização administrativa, competências e limites ao exercício do poder administrativo no estado do Paraná, devendo ser interpretada em consonância com a teoria geral dos atos administrativos, desenvolvida pela doutrina e pela jurisprudência.

À luz desse arcabouço normativo e teórico, é correto afirmar que

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

Atos administrativos são as manifestações da Administração que produzem efeitos jurídicos, e todo ato tem elementos (competência, finalidade, forma, motivo e objeto) que podem ser controlados. Desvio de finalidade é quando o agente pratica o ato com intenção diferente daquela prevista em lei — isso ataca diretamente o elemento finalidade e gera invalidação.

  • (A) Incorreta: atos vinculados são justamente os que mais se sujeitam a controle judicial, pois a lei já define todos os elementos sem margem de escolha — o juiz verifica se o ato seguiu exatamente o que a norma mandou.
  • (B) Incorreta: atos discricionários têm margem de escolha (mérito), mas continuam sujeitos ao controle de legalidade; o Judiciário não analisa o mérito, porém pode anular o ato se houver ilegalidade, abuso ou desvio de finalidade.
  • (C) Correta: o desvio de finalidade (ato praticado com intenção diversa da prevista na norma) é vício no elemento finalidade, um dos cinco elementos do ato administrativo, e por isso autoriza a invalidação do ato — é exatamente o que diz a teoria geral e a jurisprudência.
  • (D) Incorreta: o vício de competência pode ser sanado por ratificação (convalidação) quando não for de competência exclusiva nem matéria de competência ratione materiae indelegável; portanto, não gera sempre nulidade absoluta.
  • (E) Incorreta: a motivação é obrigatória em muitos casos, mas não em todos — atos de mero expediente, por exemplo, dispensam motivação; dizer que "qualquer ato" sem motivação é inválido é generalização errada.

Distrator mais tentador — letra (D): a banca explora a confusão comum entre "vício de competência" e "nulidade absoluta". Muitos alunos decoram que competência é elemento sempre vinculado e concluem que qualquer falha ali seria insanável. A armadilha é o advérbio "sempre": a própria doutrina admite convalidação quando a competência é delegável e o vício não é de matéria exclusiva. Sempre desconfie de generalizações absolutas ("sempre", "qualquer", "nunca") em questões de atos administrativos — costumam ser o ponto de virada.

Fonte: CEBRASPE SEFA-PR 2025 Agente Fazendário Estadual - Administrador. Reproduzida para fins de estudo.

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