Questão nº 27
Questão de Administração · CEBRASPE SEFA-PR 2025 (nº 27)
Um analista financeiro está avaliando três empresas do mesmo setor de varejo para recomendar compra de ações. As empresas possuem lucros líquidos muito similares, mas estruturas de capital e eficiência operacional distintas. A empresa A possui alta margem líquida, mas utiliza muito capital de terceiros para operar. A empresa B possui baixa margem, mas é muito eficiente em gerar lucro com o uso de suas máquinas e instalações. A empresa C possui alta rentabilidade sobre o capital investido diretamente pelos sócios. Ao analisar os indicadores de rentabilidade ROE (return on equity), ROA (return on assets) e margem líquida, o analista percebe que eles não podem ser analisados isoladamente, pois fornecem perspectivas diferentes sobre a geração de valor.
No caso de qualquer das empresas citadas no texto 1A3, uma elevação do ROE acompanhada de uma queda do ROA sugeriria, mais provavelmente,
- Acrescimento sustentável da empresa.
- Baumento da eficiência operacional.
- Cmelhoria da estrutura de rentabilidade.
- Daumento da alavancagem financeira. (alternativa correta)
- Eredução do custo de capital próprio.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) mede o lucro em relação ao dinheiro dos sócios; ROA (retorno sobre os ativos) mede o lucro em relação a tudo que a empresa usa para operar. Se o ROE sobe enquanto o ROA cai, o lucro não está ficando melhor em relação aos ativos — o que subiu foi a fatia de capital de terceiros (dívida) financiando esses ativos, o que "infla" o ROE sem melhorar a operação.
- (A) Incorreta: crescimento sustentável exigiria melhora no ROA (eficiência real), não queda dele com ROE subindo por dívida.
- (B) Incorreta: eficiência operacional aparece justamente no ROA; se o ROA cai, a operação piorou, não melhorou.
- (C) Incorreta: a estrutura de rentabilidade fica pior quando o ROA cai — o ROE subir por alavancagem não é "melhoria" da rentabilidade real.
- (D) Correta: é o efeito clássico da alavancagem financeira: mais dívida no capital (mais passivo, menos patrimônio líquido no denominador) eleva o ROE mesmo com o ROA caindo, pois o lucro passa a ser dividido por um patrimônio menor e/ou amplificado pelo capital de terceiros.
- (E) Incorreta: custo de capital próprio é taxa de desconto dos sócios; não é o que explica ROE subindo com ROA caindo — isso é estrutura de financiamento, não custo de capital.
Pegadinha da banca (distrator mais tentador — letra B): o aluno vê "ROE subiu" e pensa automaticamente "a empresa está mais eficiente". Mas eficiência operacional se mede pelo ROA, e o enunciado diz que o ROA caiu. A banca explora exatamente essa confusão: ROE alto pode ser só dívida, não competência. Regra de ouro para não errar de novo: ROE sobe + ROA cai = alavancagem; ROE sobe + ROA sobe = eficiência/rentabilidade real.
Fonte: CEBRASPE SEFA-PR 2025 Agente Fazendário Estadual - Administrador. Reproduzida para fins de estudo.