Questão nº 21

Questão de Administração · CEBRASPE SEFA-PR 2025 (nº 21)

CEBRASPE2025Agente Fazendário Estadual - AdministradorAdministração
Gabarito: Cver comentário ↓

A utilização de ferramentas de gestão da qualidade no setor público tem sido discutida como forma de apoio à análise de processos, à priorização de problemas e à melhoria contínua dos serviços prestados.

Considerando a gestão da qualidade, ferramentas de melhoria e controle de processos e modelos de excelência gerencial aplicáveis ao setor público, assinale a opção correta.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

Conceito-chave: Cartas de controle (gráficos que mostram como um processo se comporta ao longo do tempo) servem para separar dois tipos de variação: causas comuns (ruído natural, inerente ao processo) e causas especiais (anomalias pontuais, algo fora do padrão). Confundir as duas leva a "ajustar" o que não deveria ser ajustado — e piorar o processo.

  • (A) Incorreta: PDCA e modelos de excelência são ferramentas de melhoria contínua; afirmar que "tendem a gerar custos superiores aos benefícios" é generalização sem base — a literatura e a prática no setor público mostram ganhos de eficiência.
  • (B) Incorreta: Pareto hierarquiza por frequência, mas não é suficiente sozinho; a análise qualitativa é necessária para entender contexto, causas e viabilidade — a banca tenta vender a ideia de "autossuficiência" do gráfico, o que é falso.
  • (C) Correta: Cartas de controle exigem variabilidade mensurável ao longo do tempo e a distinção entre causas comuns (não mexer) e causas especiais (investigar). Ajustar causas comuns é o erro clássico chamado "tampering" — aumenta a instabilidade em vez de reduzir.
  • (D) Incorreta: Ishikawa é útil para organizar hipóteses, mas não substitui evidência empírica; decidir melhoria "na ausência de evidências" é exatamente o oposto do que a gestão da qualidade preconiza.
  • (E) Incorreta: FMEA é perfeitamente aplicável a serviços públicos — sua lógica (identificar modos de falha, severidade, ocorrência e detecção) não depende de linha de produção industrial; é usada em saúde, tribunais, etc.

Armadilha da banca (distrator mais tentador — letra B): o Pareto é uma ferramenta tão "queridinha" em provas que a banca insere a palavra "suficiente" e "desnecessária complementação" para transformar uma afirmação parcialmente verdadeira em errada. Pareto prioriza, mas não explica — sem análise qualitativa você prioriza o sintoma errado. Sempre desconfie de alternativas com "suficiente", "dispensa", "desnecessário" quando se trata de ferramentas de qualidade: elas quase nunca bastam sozinhas.

Fonte: CEBRASPE SEFA-PR 2025 Agente Fazendário Estadual - Administrador. Reproduzida para fins de estudo.

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