Questão nº 44
Questão de Psicologia · FGV TJ-MS 2024 (nº 44)
FGV2024Técnico de Nível Superior - PsicólogoPsicologia
Gabarito: Ever comentário ↓
Gustavo tem 8 anos e está acolhido há cinco meses, pois vivia com sua mãe, Joana, que foi presa e ainda se encontra privada de liberdade.
O Estatuto da Criança prevê o tratamento da situação narrada EXCETO em relação à premissa de que:
- AGustavo tem o direito de visitar a mãe no presídio, independentemente de autorização judicial;
- Bnenhuma criança deve ficar acolhida mais de dezoito meses, salvo se houver razão que atenda ao seu superior interesse;
- Co investimento na reintegração de Gustavo à sua família terá preferência em relação a qualquer outra providência;
- DGustavo deve ter sua situação processual reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses;
- EGustavo deve ser colocado como disponível para adoção, desde o aprisionamento de Joana. (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prioriza a proteção integral da criança e do adolescente, buscando sempre a manutenção ou reintegração familiar como solução para situações de acolhimento, e a adoção apenas como último recurso.
- (A) Incorreta: Esta premissa está prevista no ECA. O Art. 19, § 4º, garante a convivência da criança com o pai ou a mãe privado de liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas pelo poder público, independentemente de autorização judicial.
- (B) Incorreta: Esta premissa está prevista no ECA. O Art. 19, § 2º, estabelece que a permanência da criança em acolhimento institucional não se prolongará por mais de dezoito meses, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse.
- (C) Incorreta: Esta premissa está prevista no ECA. O Art. 19, § 3º, e o próprio espírito do ECA, priorizam a reintegração familiar como a primeira e mais importante providência a ser tomada.
- (D) Incorreta: Esta premissa está prevista no ECA. O Art. 19, § 1º, determina que a situação de crianças e adolescentes em acolhimento seja reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses.
- (E) Correta: Esta premissa NÃO está prevista no ECA. O aprisionamento da mãe não implica automaticamente a colocação da criança para adoção. O ECA prevê um processo rigoroso de esgotamento de todas as possibilidades de reintegração familiar (com a mãe, pai, família extensa) antes de se considerar a destituição do poder familiar e a colocação para adoção, que é a última medida. A adoção é um último recurso, não uma consequência imediata do aprisionamento. Armadilha da banca: A tentação é pensar que, com a mãe presa, a criança automaticamente perde o vínculo, mas o ECA exige que se esgotem todas as tentativas de manutenção dos laços familiares e de reintegração, inclusive com a família extensa, antes de se cogitar a adoção.
Fonte: FGV TJ-MS 2024 Técnico de Nível Superior - Psicólogo (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.