Questão nº 46

Questão de Contabilidade · FGV TCE-TO 2022 (nº 46)

FGV2022Auditor de Controle Externo - Nível SuperiorContabilidade
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A Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP) é uma das demonstrações obrigatórias para as entidades públicas, com o objetivo de evidenciar as alterações verificadas no patrimônio, resultantes ou independentes da execução orçamentária, e indicar o resultado patrimonial do exercício.
Ao elaborar a DVP de uma entidade pública individual, deve-se observar que as variações patrimoniais diminutivas serão:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

A DVP mostra tudo que mudou o patrimônio público, tanto o que passou pelo orçamento quanto o que não passou. As variações patrimoniais diminutivas (VPD) são os "gastos" que reduzem o patrimônio, e a regra é classificá-las pela natureza do gasto (pessoal, uso de bens, transferências etc.), exatamente como manda o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP). Não é pelo "programa" ou "função" (como na despesa orçamentária), e não se "compensa" com receitas na DVP — ela é analítica, mostrando tudo separado.

  • (A) Correta: É o gabarito: as VPD são apresentadas pela natureza (pessoal, juros, depreciação, etc.), conforme o detalhamento do PCASP, que é o padrão contábil do setor público.
  • (B) Incorreta: A DVP não faz compensação entre variações aumentativas e diminutivas na apresentação; ela evidencia cada grupo separadamente para depois chegar ao resultado patrimonial (diferença entre total de VPA e VPD).
  • (C) Incorreta: As despesas intraorçamentárias (transferências entre órgãos da mesma entidade) são incluídas e evidenciadas na DVP, não excluídas; a exclusão ocorre apenas na consolidação das contas.
  • (D) Incorreta: A DVP evidencia o impacto quantitativo (mudança no valor do patrimônio) e o qualitativo (mudança na composição), mas as VPD não são discriminadas por esse critério; a discriminação é por natureza, como na letra A.
  • (E) Incorreta: A função da despesa (saúde, educação) é critério da Demonstração das Despesas por Função, não da DVP; na DVP, o foco é a natureza do fato gerador, não a finalidade do gasto.

Armadilha da banca na letra D: Ela mistura o objetivo da DVP (evidenciar impacto qualitativo/quantitativo) com o critério de classificação das VPD. O aluno que decora o conceito, mas não sabe o "como" apresentar, marca D. O "como" é sempre a natureza (PCASP), nunca o tipo de impacto.

Fonte: FGV TCE-TO 2022 Auditor de Controle Externo - Nível Superior (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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