Questão nº 25
Questão de Auditoria · FGV SEFAZ-RJ 2011 - Prova 2 (nº 25)
A diferença fundamental entre fraudes e erros reside na intenção. Havendo intenção de cometer o ato ou omiti-lo, está caracterizada a fraude. Se aquele item não estiver presente, trata-se de erro. Esses termos podem ser definidos da seguinte forma:
I. fraude: o ato intencional de omissão ou manipulação de transações, adulteração de documentos, registros e demonstrações contábeis; e
II. erro: o ato não intencional resultante de omissão, desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis.
O "estouro de caixa" é uma evidência de "caixa dois" (omissão de receitas, existência de recursos não contabilizados). Nesse diapasão, pode-se afirmar que uma de suas causas ("estouro"), que têm como consequência o saldo credor da conta contábil "caixa", é
- Ao lançamento contábil da compra de mercadorias sem documento fiscal correspondente.
- Ba venda de mercadorias para recebimento no longo prazo sem documento fiscal correspondente.
- Ca venda de mercadorias à vista (com a consequente entrada de recursos) não contabilizada. (alternativa correta)
- Do recebimento de receitas antecipadas (adiantamento de clientes) contabilizado com observância do princípio da oportunidade e da competência.
- Eo pagamento de despesas dedutíveis para fins de imposto de renda adequadamente contabilizado.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
Fraude é quando alguém age com a intenção de enganar ou manipular, como esconder dinheiro ou falsificar registros. Já o erro acontece sem querer, por desatenção ou engano. Um estouro de caixa com saldo credor na conta "Caixa" (que é uma conta de ativo e deveria ter saldo devedor ou zero) indica que há dinheiro físico que não foi registrado, caracterizando "caixa dois".
- (A) Incorreta: O lançamento de compra de mercadorias à vista sem documento fiscal geraria um crédito na conta Caixa (saída de dinheiro), diminuindo o saldo devedor ou aumentando o saldo credor, mas não é a causa fundamental de um saldo credor anômalo que indica "caixa dois" (dinheiro físico não contabilizado).
- (B) Incorreta: Vendas a prazo não afetam a conta Caixa no momento da venda, pois o recebimento do dinheiro ocorrerá no futuro, portanto, não podem causar um saldo credor no Caixa.
- (C) Correta: Uma venda à vista não contabilizada significa que houve entrada de dinheiro físico no caixa (caixa dois), mas não houve o registro de débito correspondente na conta contábil "Caixa". Se as saídas de caixa forem registradas (créditos), a ausência de registro das entradas (débitos) pode levar a um saldo credor na conta "Caixa", mesmo havendo dinheiro físico.
- (D) Incorreta: O recebimento de receitas antecipadas (adiantamento de clientes) gera um débito na conta Caixa (entrada de dinheiro), o que aumentaria seu saldo devedor, e não um saldo credor.
- (E) Incorreta: O pagamento de despesas adequadamente contabilizado gera um crédito na conta Caixa (saída de dinheiro), diminuindo seu saldo devedor, mas não explica a origem de um saldo credor anômalo que indica "caixa dois" (dinheiro físico não contabilizado).
Fonte: FGV SEFAZ-RJ 2011 - Prova 2 Analista de Controle Interno. Reproduzida para fins de estudo.