Questão nº 46
Questão de Ginecologia e Obstetrícia · FGV PM-AM 2021 (nº 46)
Mulher de 45 anos foi submetida à histerectomia abdominal por mioma uterino. Cerca de sete dias após a cirurgia, notou perda de líquido pela vagina em pequena quantidade apenas quando sentia a bexiga cheia. O exame ginecológico identificou fístula vesico-vaginal. A conduta inicial é
- Acolocação de cateter duplo-J.
- Bsondagem vesical de demora. (alternativa correta)
- Cfulguração do trajeto fistuloso.
- Dreparo da fístula por vi vaginal.
- Etratamento cirúrgico por laparoscopia.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
Uma fístula vesicovaginal é uma comunicação anormal entre a bexiga e a vagina, causando vazamento de urina. Em casos de fístulas pequenas e de início recente após cirurgia, a conduta inicial visa promover o fechamento espontâneo.
- (A) Incorreta: A colocação de cateter duplo-J é indicada para fístulas ureterais ou ureterovaginais, não para fístulas vesicovaginais, que envolvem a bexiga diretamente.
- (B) Correta: A sondagem vesical de demora (cateterismo vesical contínuo) é a conduta inicial para fístulas vesicovaginais pequenas e de início recente. Ela mantém a bexiga vazia e descomprimida, permitindo que o trajeto fistuloso cicatrize espontaneamente, o que ocorre em uma parcela significativa dos casos.
- (C) Incorreta: A fulguração (cauterização) do trajeto fistuloso não é a conduta inicial padrão e pode ser ineficaz ou até piorar a lesão se o tecido estiver inflamado ou edemaciado.
- (D) Incorreta: O reparo cirúrgico (seja por via vaginal ou abdominal) é o tratamento definitivo, mas não a conduta inicial. A cirurgia é geralmente postergada por 3 a 6 meses após o diagnóstico para permitir a resolução da inflamação e edema tecidual, aumentando as chances de sucesso. Realizar a cirurgia tão precocemente (7 dias após a histerectomia) é contraindicado. Armadilha: A banca tenta induzir o aluno a pensar no tratamento definitivo, mas a questão pede a conduta inicial.
- (E) Incorreta: O tratamento cirúrgico por laparoscopia é uma via de acesso para o reparo definitivo da fístula, não a conduta inicial. Assim como o reparo por via vaginal, a cirurgia é postergada por meses para otimizar as condições teciduais.
Fonte: FGV PM-AM 2021 Oficial da PM - Médico Ginecologista (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.