Questão nº 40

Questão de Medicina - Neonatologia · FGV FHEMIG 2023 (nº 40)

FGV2023NeonatologiaMedicina - Neonatologia
Gabarito: Ever comentário ↓

Nos casos de hidropsia fetal, a grávida pode desenvolver um quadro semelhante, cursando com edema importante.
Essa condição é conhecida como Síndrome de Ballantyne e a conduta correta é

Resposta comentada

Gabarito Alternativa E

A Síndrome de Ballantyne, também conhecida como Síndrome do Espelho, é uma complicação rara e grave da hidropsia fetal (acúmulo excessivo de líquido em dois ou mais compartimentos corporais do feto), onde a mãe desenvolve sintomas semelhantes aos do feto, como edema generalizado, hipertensão e proteinúria, mimetizando uma pré-eclâmpsia grave. É um sinal de que a condição fetal é extremamente grave e que a gravidez está em risco iminente.

  • (A) Incorreta: A imunoglobulina inespecífica não é o tratamento para a Síndrome de Ballantyne, que é uma resposta materna a uma hidropsia fetal grave e não uma doença autoimune primária da mãe tratável com IVIG.
  • (B) Incorreta: A imunoglobulina anti-Rh é usada para prevenir a sensibilização Rh na mãe, não para tratar o feto com hidropsia já instalada ou a Síndrome de Ballantyne materna.
  • (C) Incorreta: A transfusão intrauterina é um tratamento para a hidropsia fetal causada por anemia grave. No entanto, quando a Síndrome de Ballantyne já se manifesta na mãe, a situação é tão crítica que a hidropsia fetal é geralmente refratária e o risco materno é iminente, tornando a interrupção da gravidez a conduta mais apropriada. Armadilha da banca: Este é um tratamento para a hidropsia fetal em si, mas a Síndrome de Ballantyne indica uma falha iminente e um risco materno elevado, mudando o foco para a segurança da mãe.
  • (D) Incorreta: A albumina trataria o sintoma (edema) temporariamente, mas não resolveria a causa subjacente da Síndrome de Ballantyne nem o risco materno iminente.
  • (E) Correta: A Síndrome de Ballantyne é um sinal de gravidade extrema da hidropsia fetal e de risco iminente para a vida da mãe, que pode desenvolver complicações graves como insuficiência cardíaca e renal. Nesses casos, a interrupção da gravidez é frequentemente a única medida para salvar a vida materna, e muitas vezes é a única opção diante de um prognóstico fetal sombrio e refratário a outras terapias.

Fonte: FGV FHEMIG 2023 Neonatologia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

Continue estudando

Estudar é izi

Pratique milhares de questões como esta, de graça, com explicação e gamificação no Quizinho.

Estudar de graça no Quizinho