Questão nº 37
Questão de Infectologia Pediátrica · FGV FHEMIG 2023 (nº 37)
Paciente em internação hospitalar prolongada apresenta sepse de foco cutâneo, após infiltração de acesso periférico, em uso de cefepime e vancomicina.
Após resultado de hemocultura positiva para Staphilococus aureus meticiliana resistente, a conduta correta é
- Amanter o esquema antibiótico.
- Btrocar o esquema antibiótico para oxacilina + vancomicina.
- Ctrocar o esquema antibiótico para monoterapia com clindamicina.
- Ddescalonar o esquema para monoterapoia com vancomicina. (alternativa correta)
- Etrocar o esquema para vacomicina + gentamicina.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
O conceito-chave aqui é a terapia antimicrobiana direcionada para infecções graves, como a sepse, causada por uma bactéria específica: o Staphylococcus aureus Meticilina Resistente (MRSA). Uma vez que o agente infeccioso é identificado e sua sensibilidade aos antibióticos é conhecida, devemos desescalonar o tratamento, ou seja, retirar os antibióticos desnecessários e manter apenas os eficazes, para otimizar o tratamento e evitar resistência.
A) Incorreta: Manter o cefepime é inadequado, pois ele não cobre MRSA e seu uso prolongado sem necessidade contribui para a resistência antimicrobiana.
B) Incorreta: Esta é a armadilha. A oxacilina é usada para Staphylococcus aureus Meticilina Sensível (MSSA). Como o resultado da hemocultura é para Staphylococcus aureus Meticilina Resistente (MRSA), a oxacilina seria completamente ineficaz e prejudicial.
C) Incorreta: Embora a clindamicina possa ser usada para algumas infecções por MRSA (se houver sensibilidade comprovada), a monoterapia com clindamicina não é a primeira escolha para sepse por MRSA, especialmente em pacientes graves, onde a vancomicina é o padrão-ouro.
D) Correta: O cefepime foi iniciado empiricamente para cobrir um amplo espectro, incluindo Gram-negativos. Com a identificação de MRSA, o cefepime se torna desnecessário, pois não tem atividade contra MRSA. A vancomicina, que já estava no esquema, é o antibiótico de escolha para MRSA. Portanto, desescalonar para monoterapia com vancomicina é a conduta correta, otimizando o tratamento e seguindo os princípios de uso racional de antibióticos.
E) Incorreta: A adição de gentamicina à vancomicina não é rotineiramente recomendada para sepse por MRSA. A gentamicina pode ser usada em sinergia para outras infecções (como endocardite por Enterococcus), mas para sepse por MRSA, a vancomicina em monoterapia é geralmente suficiente e a gentamicina adiciona risco de nefrotoxicidade sem benefício claro.
Fonte: FGV FHEMIG 2023 Infectologia Pediátrica (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.