Questão nº 36

Questão de Infectologia · FGV FHEMIG 2023 (nº 36)

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Gabarito: Bver comentário ↓

O Plano Nacional pelo fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública tem como um de seus objetivos promover a incorporação de iniciativas inovadoras para aprimorar o controle da tuberculose. Uma das estratégias previstas é incorporar oportunamente novas tecnologias para o diagnóstico rápido da infecção.
A respeito de tais tecnologias, assinale a afirmativa correta.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa B

As novas tecnologias para o diagnóstico da tuberculose (TB) buscam identificar a bactéria Mycobacterium tuberculosis ou a resposta do corpo a ela de forma mais rápida e precisa, auxiliando no controle da doença, especialmente em grupos vulneráveis.

(A) Incorreta: O Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB, como o GeneXpert MTB/RIF) detecta o Mycobacterium tuberculosis e a resistência à rifampicina. Ele não detecta resistência à isoniazida ou pirazinamida. A armadilha aqui é a inclusão de outras drogas, que não são cobertas por este teste específico.
(B) Correta: O teste de detecção do antígeno lipoarabinomanana (LAM) na urina é recomendado para o diagnóstico de tuberculose ativa em pessoas que vivem com HIV, especialmente aquelas com imunossupressão avançada (contagem de linfócitos T-CD4 ≤ 100 células/μL) ou muito doentes, devido à sua melhor sensibilidade e especificidade neste grupo.
(C) Incorreta: O ensaio de liberação de interferon-gama (IGRA) indica a presença de infecção por M. tuberculosis (seja latente ou ativa), mas não consegue diferenciar entre infecção latente e doença ativa. Ele não é um método quantitativo para medir a carga da doença, e sim a resposta imune.
(D) Incorreta: A detecção da adenosina-deaminase (ADA) é utilizada principalmente em fluidos corporais (como líquido pleural, pericárdico, ascítico ou líquor) para o diagnóstico de tuberculose extrapulmonar. Sua utilidade no sangue periférico para este fim é limitada e não é uma indicação primária.
(E) Incorreta: Os testes moleculares em fita (Line probe assay – LPA) detectam M. tuberculosis e genes de resistência à rifampicina e/ou isoniazida. No entanto, eles são geralmente aplicados em amostras onde a presença de M. tuberculosis já foi detectada (por exemplo, por TRM-TB ou cultura) ou em escarro bacilífero, para confirmar a resistência. Não são usados como método de detecção inicial ou para "detectar material genético" em amostras nas quais o TRM-TB foi negativo para a presença da micobactéria. Se o TRM-TB foi negativo, a bactéria não foi detectada, e o LPA não seria o próximo passo para detectar a micobactéria.

Fonte: FGV FHEMIG 2023 Infectologia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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