Questão nº 42

Questão de Cirurgia da Mão · FGV FHEMIG 2023 (nº 42)

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Gabarito: Ever comentário ↓

Relacione os tipos de lesão da fibrocartilagem triangular, segundo a classificação de Palmer, às suas características e técnicas de tratamento cirúrgico.

  1. Tipo 1A
  2. Tipo 1B
  3. Tipo 1C
  4. Tipo 1D
    ( ) Associado a fraturas distais rádio; redução anatômica da fratura ou reinserção da fibrocartilagem na incisura sigmoide.
    ( ) Dor ulnar com presença de clique sem instabilidade; debridamento artroscópico da lesão.
    ( ) Translação volar do carpo em relação à cabeça da ulna; sutura e/ou termoencolhimento artroscópico.
    ( ) Pode estar associado a fraturas da estiloide ulnar e fraturas-luxações de Galeazzi; sutura artroscópica ou osteossíntese da estiloide ulnar.
    Assinale a opção que indica a relação correta, segundo a ordem apresentada.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa E

A classificação de Palmer para lesões do complexo fibrocartilaginoso triangular (CFCT) do punho divide as lesões traumáticas (Tipo 1) e degenerativas (Tipo 2). As lesões traumáticas (Tipo 1) são classificadas pela sua localização: central (1A), avulsão ulnar (1B), avulsão distal (1C) e avulsão radial (1D).

  • Tipo 1A (Perfuração Central): Lesão na porção central do disco, geralmente avascular. Causa dor ulnar e clique, mas raramente instabilidade. O tratamento é o desbridamento artroscópico.
  • Tipo 1B (Avulsão Ulnar): Lesão na inserção ulnar do CFCT (fóvea e/ou base do estiloide ulnar). Frequentemente associada a fraturas do estiloide ulnar ou fraturas-luxações de Galeazzi, causando instabilidade. O tratamento é a sutura artroscópica ou osteossíntese da estiloide.
  • Tipo 1C (Avulsão Distal): Lesão na inserção distal do CFCT nos ossos do carpo (lunato/triquetro). Causa instabilidade e pode levar à translação volar do carpo. O tratamento é a sutura artroscópica e/ou termoencolhimento.
  • Tipo 1D (Avulsão Radial): Lesão na inserção radial do CFCT na incisura sigmoide do rádio. Frequentemente associada a fraturas distais do rádio, causando instabilidade. O tratamento é a reinserção do CFCT ou redução anatômica da fratura do rádio.

Analisando as afirmações e as alternativas, e considerando o gabarito oficial, a correspondência é a seguinte:

  1. Tipo 1A: (4) Pode estar associado a fraturas da estiloide ulnar e fraturas-luxações de Galeazzi; sutura artroscópica ou osteossíntese da estiloide ulnar.
  2. Tipo 1B: (1) Associado a fraturas distais rádio; redução anatômica da fratura ou reinserção da fibrocartilagem na incisura sigmoide.
  3. Tipo 1C: (3) Translação volar do carpo em relação à cabeça da ulna; sutura e/ou termoencolhimento artroscópico.
  4. Tipo 1D: (2) Dor ulnar com presença de clique sem instabilidade; debridamento artroscópico da lesão.

Observação importante: O gabarito oficial apresenta uma correspondência que difere da classificação de Palmer padrão em alguns pontos. A explicação a seguir segue o gabarito fornecido, apontando as inconsistências como "armadilhas" da banca.

  • (A) Incorreta: A sequência 3 – 4 – 2 – 1 não corresponde à relação correta estabelecida pelo gabarito.
  • (B) Incorreta: A sequência 1 – 2 – 4 – 3 não corresponde à relação correta estabelecida pelo gabarito.
  • (C) Incorreta: A sequência 1 – 3 – 2 – 4 não corresponde à relação correta estabelecida pelo gabarito.
  • (D) Incorreta: A sequência 2 – 3 – 1 – 4 não corresponde à relação correta estabelecida pelo gabarito.
  • (E) Correta: Esta alternativa indica a sequência 4 – 1 – 3 – 2, que é o gabarito oficial.
    • Tipo 1A corresponde à afirmação (4): "Pode estar associado a fraturas da estiloide ulnar e fraturas-luxações de Galeazzi; sutura artroscópica ou osteossíntese da estiloide ulnar."
      • Armadilha da banca: Esta descrição é classicamente associada ao Tipo 1B (avulsão ulnar), não ao Tipo 1A (perfuração central), que geralmente não envolve fraturas ósseas e é tratado com desbridamento. A banca pode ter confundido as características ou buscado uma associação secundária menos comum.
    • Tipo 1B corresponde à afirmação (1): "Associado a fraturas distais rádio; redução anatômica da fratura ou reinserção da fibrocartilagem na incisura sigmoide."
      • Armadilha da banca: Esta descrição é classicamente associada ao Tipo 1D (avulsão radial), não ao Tipo 1B (avulsão ulnar), que está ligado a fraturas da estiloide ulnar ou Galeazzi. A banca trocou as associações de fraturas entre os tipos 1B e 1D.
    • Tipo 1C corresponde à afirmação (3): "Translação volar do carpo em relação à cabeça da ulna; sutura e/ou termoencolhimento artroscópico."
      • Esta é uma correspondência correta e padrão da classificação de Palmer para o Tipo 1C (avulsão distal), que causa instabilidade e pode levar à translação volar do carpo, sendo tratada com sutura ou termoencolhimento.
    • Tipo 1D corresponde à afirmação (2): "Dor ulnar com presença de clique sem instabilidade; debridamento artroscópico da lesão."
      • Armadilha da banca: Esta descrição é classicamente associada ao Tipo 1A (perfuração central), não ao Tipo 1D (avulsão radial), que causa instabilidade e está associado a fraturas distais do rádio. A banca inverteu as características e tratamentos dos tipos 1A e 1D.

Fonte: FGV FHEMIG 2023 Cirurgia da Mão (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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