Questão nº 32
Questão de Direito Civil · FCC DPE-AM 2021 (nº 32)
Paulo adquiriu um veículo de Carlos e lhe pagou a quantia devida. Ao receber o automóvel, verificou se tratar de bem com qualidade inferior à prometida. Nesse caso, Paulo poderá provar o dolo de Carlos e requerer a
- Adeclaração da nulidade do negócio jurídico a qualquer tempo.
- Banulação do negócio jurídico no prazo de 5 anos, a contar do dia em que este se realizou.
- Canulação do negócio jurídico no prazo de 4 anos, a contar do dia em que este se realizou. (alternativa correta)
- Danulação do negócio jurídico no prazo de 10 anos, a contar da data da promessa de compra e venda.
- Edeclaração da nulidade do negócio jurídico no prazo de 4 anos, a contar do dia em que este se realizou.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
O dolo é um vício de consentimento que ocorre quando uma das partes age com má-fé, utilizando artifícios ou omissões intencionais para enganar a outra, levando-a a celebrar um negócio jurídico que, sem essa conduta, não teria sido realizado ou teria sido em condições diferentes. A consequência do dolo é a anulabilidade do negócio jurídico.
- (A) Incorreta: O dolo não gera a nulidade do negócio jurídico, mas sim a sua anulabilidade. Além disso, a nulidade, embora imprescritível em si, não se aplica a este caso.
- (B) Incorreta: O prazo para requerer a anulação do negócio jurídico por dolo não é de 5 anos.
- (C) Correta: Conforme o Código Civil (Art. 171, II, e Art. 178, II), o negócio jurídico é anulável por dolo, e o prazo para pleitear essa anulação é de 4 anos, contados do dia em que o negócio jurídico se realizou.
- (D) Incorreta: O prazo para anulação por dolo não é de 10 anos. A contagem "a contar da data da promessa de compra e venda" também pode ser uma armadilha, pois o prazo correto é do dia em que o negócio se realizou, ou seja, quando o contrato foi efetivamente concluído e não apenas prometido.
- (E) Incorreta: O dolo gera a anulabilidade, e não a nulidade, do negócio jurídico. Embora o prazo de 4 anos esteja correto, a consequência jurídica (nulidade) está errada.
Fonte: FCC DPE-AM 2021 Analista Jurídico de Defensoria - Especialidade Ciências Jurídicas (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.