Questão nº 64

Questão de Engenharia · CESGRANRIO BNDES 01/2024 (nº 64)

CESGRANRIO2024Analista - EngenhariaEngenharia
Gabarito: Dver comentário ↓

O iPhone é frequentemente citado como um exemplo clássico de inovação disruptiva. No momento do seu lançamento, ele desafiou o padrão de mercado dos telefones tradicionais com teclados físicos, introduzindo uma interface touchscreen e um sistema operacional focado na integração de múltiplas funções.

Considerando-se as características de inovações disruptivas, verifica-se que essas inovações

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

Conceito-chave: Inovação disruptiva não começa ganhando dos líderes no quesito principal (ex.: velocidade ou qualidade). Ela entra "por baixo", atendendo um público que os grandes ignoram, com um produto mais simples e barato. Com o tempo, ela melhora tanto que acaba dominando o mercado inteiro, pegando os antigos líderes de surpresa.

  • (A) Incorreta: Ignorar demandas explícitas não é a definição; a disruptiva foca em nichos mal atendidos, mas não precisa "ignorar" tudo, e a afirmação sobre "exclusivamente" problemas latentes é exagerada e não é o critério central.
  • (B) Incorreta: A pegadinha clássica: a disruptiva não precisa ser superior no lançamento. O iPhone tinha limitações (sem teclado físico, bateria fraca) e só se tornou dominante após melhorias contínuas; desempenho superior desde o início é característica de inovação sustentadora.
  • (C) Incorreta: A disruptiva pode transformar o modelo de negócios, mas isso não é uma regra obrigatória ("sempre"). A unificação de funções no iPhone é um exemplo de inovação de plataforma, mas a essência disruptiva está na trajetória de melhoria, não na radicalidade inicial.
  • (D) Correta: Exatamente a definição de Christensen: começa em nichos com desempenho inferior (ex.: o iPhone inicial tinha câmera fraca e sem 3G), mas a melhoria contínua (apps, câmera, processador) transformou o mercado, desbancando os líderes de teclado físico.
  • (E) Incorreta: A pegadinha do "radicalmente diferente": disruptivas não precisam de tecnologia totalmente nova. O iPhone usou telas touchscreen que já existiam em PDAs; o que foi disruptivo foi a estratégia de mercado e a evolução gradual, não a invenção do zero.

Fonte: CESGRANRIO BNDES 01/2024 Analista - Engenharia (Caderno Prova 12). Reproduzida para fins de estudo.

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