Questão nº 66

Questão de Execução Financeira · CEBRASPE SEFAZ-RJ Analista 2025 (nº 66)

CEBRASPE2025Analista em Finanças Públicas - Administrativo-FinanceiraExecução Financeira
Gabarito: Cver comentário ↓

Ao enfrentar variações cambiais significativas e frequentes, uma empresa multinacional estruturou rotinas de execução financeira para a mitigação dos impactos financeiros dessas variações, visando alinhar a execução financeira aos seus objetivos estratégicos de longo prazo e, ao mesmo tempo, garantir, por meio desta, conformidade com diferentes regulamentações internacionais.

Nessa situação hipotética, a empresa multinacional deve

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

O conceito-chave aqui é hedge cambial, que funciona como um "seguro" contra a variação do câmbio: a empresa usa instrumentos financeiros (como derivativos) para travar um preço futuro e proteger seu fluxo de caixa. Além disso, em um ambiente global, a execução financeira eficaz exige gestão ativa e dinâmica, não rigidez ou passividade, pois o cenário muda e as regras de cada país precisam ser seguidas.

  • (A) Incorreta: Congelar investimentos e abdicar de oportunidades é o oposto da gestão estratégica de risco; a empresa deve se proteger para continuar capturando valor, não se retrair do mercado.
  • (B) Incorreta: Aceitar perdas como inevitáveis é uma postura passiva e negligente; a gestão de risco existe justamente para evitar que o câmbio corroa resultados, em vez de apenas compensar depois com operações.
  • (C) Correta: É a única que une os três pilares da boa execução financeira: proteção ativa (hedge com derivativos), conformidade regulatória (acompanhar leis locais e internacionais) e flexibilidade estratégica (realinhar metas conforme o mercado muda).
  • (D) Incorreta: Investir em alto crescimento sem considerar a execução financeira atual é um risco duplo: a empresa se expõe a mais volatilidade cambial sem ter a estrutura de proteção necessária.
  • (E) Incorreta: Cortar custos ignorando contratos de longo prazo é miopia financeira; quebrar ou desconsiderar esses contratos gera multas e perde a estabilidade que eles oferecem justamente em períodos de crise.

Armadilha da banca na (A): Ela parece "conservadora e prudente", mas a pegadinha é que rigidez não é mitigação de risco — é paralisia estratégica. A banca quer que você entenda que mitigar não é fugir do risco, mas gerenciá-lo ativamente para continuar operando.

Fonte: CEBRASPE SEFAZ-RJ Analista 2025 Analista em Finanças Públicas - Administrativo-Financeira. Reproduzida para fins de estudo.

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