Questão nº 59
Questão de Engenharia Florestal · CEBRASPE INFRA S.A. 2026 (nº 59)
Engenheiros florestais da INFRA S.A., atuando no trecho Ilhéus-Gentio do Ouro da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), realizam inventários fitossociológicos e dendrométricos para identificar matrizes, calcular volumes antes da supressão seletiva, além de controlar pragas e plantas competidoras para fins de recomposição de áreas de preservação permanente (APP) de Caatinga e de Cerrado.
A partir dessa situação hipotética, julgue os itens a seguir.
Na recomposição das áreas de preservação permanente, recomenda-se a capina química com glifosato para o controle de plantas competidoras.
Resposta comentada
Em recuperação de áreas degradadas, o controle de plantas competidoras (aquelas que disputam luz, água e nutrientes com as mudas nativas) deve priorizar métodos mecânicos, manuais ou culturais — como roçada, coroamento e capina manual —, porque o objetivo é restaurar o ecossistema, e não apenas eliminar a vegetação indesejada. O uso de glifosato (herbicida de amplo espectro, não seletivo) é problemático em APP porque pode atingir as próprias mudas, contaminar o solo e a água, e comprometer a fauna e a regeneração natural.
- Correta: Errado. O item prescreve como "recomenda-se" uma prática que não é a recomendada para recomposição de APP — o uso de glifosato é justamente o ponto torcido, pois herbicidas de amplo espectro são evitados nesse contexto por causarem danos às mudas nativas, ao solo e aos recursos hídricos.
Como ficaria certo: Na recomposição das áreas de preservação permanente, recomenda-se o controle manual, mecânico ou cultural (roçada, coroamento, capina seletiva) das plantas competidoras, evitando-se herbicidas de amplo espectro como o glifosato.
Fonte: CEBRASPE INFRA S.A. 2026 Analista – Especialidade: Engenheiro Florestal. Reproduzida para fins de estudo.