Questão nº 62
Questão de Medicina · FGV TRF1 2024 (nº 62)
Uma paciente 72 anos foi submetida a artroplastia total do joelho há cerca de 10 anos. Após queda da própria altura, apresentou fratura periprotética da tíbia. Exames clínicos e por imagens classificaram essa fratura como IIIA, segundo Felix et al; clinicamente a classificação foi como ASA 2.
Das condutas abaixo, a mais adequada para essa paciente é:
- Amanutenção do componente tibial, alinhamento da fratura e aparelho gessado cruromaleolar;
- Bmanutenção da prótese e redução aberta da fratura com estabilização por meio de placa e parafusos; (alternativa correta)
- Ctroca do componente tibial da prótese e redução aberta da fratura, com estabilização através de placa e parafusos;
- Dtroca do componente tibial da prótese, com implantação de uma prótese de revisão de haste longa para estabilizar a fratura;
- Erevisão com troca dos componentes tibial e femoral e colocação de uma prótese de revisão em dobradiça de haste longa no componente tibial.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
Fraturas periprotéticas são quebras ósseas que ocorrem ao redor de uma prótese (como a do joelho). A classificação de Felix et al. ajuda a decidir o tratamento, e o tipo IIIA significa que a fratura está abaixo da prótese tibial, mas a prótese em si está firme no osso.
(A) Incorreta: O uso de aparelho gessado para fraturas periprotéticas, especialmente em idosos, geralmente não oferece estabilidade suficiente para a consolidação e dificulta a reabilitação, sendo menos eficaz que a fixação cirúrgica.
(B) Correta: Para fraturas Felix IIIA, o componente tibial da prótese está estável, então não precisa ser trocado. A conduta adequada é a redução cirúrgica da fratura e sua fixação com placa e parafusos, o que permite estabilização e mobilização precoce.
(C) Incorreta: A troca do componente tibial não é indicada em fraturas tipo IIIA, pois a prótese está estável. A troca seria necessária se o componente estivesse solto (tipo IIIB) ou houvesse grande perda óssea (tipo IIIC).
(D) Incorreta: Assim como na alternativa C, a troca do componente tibial não é necessária para uma fratura tipo IIIA, onde o componente está estável. Próteses de revisão com haste longa são usadas quando o componente está solto ou há grande perda óssea.
(E) Incorreta: A troca de ambos os componentes (tibial e femoral) e o uso de uma prótese em dobradiça são procedimentos de revisão muito mais extensos, reservados para casos de instabilidade grave, falha de prótese ou grande deficiência ligamentar, o que não se aplica a uma fratura IIIA com componente estável.
Fonte: FGV TRF1 2024 Analista Judiciário - Medicina (Ortopedia) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.