Questão nº 50

Questão de Medicina · FGV TRF1 2024 (nº 50)

FGV2024Analista Judiciário - Medicina (Ortopedia)Medicina
Gabarito: Ever comentário ↓

Em relação à pseudartrose congênita da tíbia, é correto afirmar que:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa E

A pseudartrose congênita da tíbia (PCT) é uma condição rara e complexa onde a tíbia (osso da canela) não consegue consolidar (cicatrizar) após uma fratura, resultando em uma "falsa articulação". É um desafio ortopédico com altas taxas de refratura e complicações a longo prazo.

  • (A) Incorreta: A pseudartrose congênita da tíbia é, de fato, uma condição rara, mas está intimamente ligada à neurofibromatose do tipo I (NF1), e não do tipo II. Esta é uma pegadinha comum em questões sobre o tema.
  • (B) Incorreta: Uma deformidade diafisária progressiva em valgo (curvatura para fora) da tíbia geralmente leva a uma deformidade compensatória em valgo do tornozelo ou pé, para que o pé permaneça plantígrado (plano no chão). Um varo compensatório (curvatura para dentro) do tornozelo não é o padrão esperado para uma tíbia em valgo.
  • (C) Incorreta: Na pseudartrose congênita da tíbia, o periósteo (camada que reveste o osso) é frequentemente descrito como espessado, fibrótico e constritivo, agindo como uma barreira à consolidação óssea. Não é tipicamente "fino" nem "relativamente avascular" no sentido de ser deficiente, mas sim anormal em sua composição e função.
  • (D) Incorreta: A duplicação ipsilateral do hálux (polidactilia) é uma anomalia congênita, mas não é um indicador específico de uma forma grave de pseudartrose congênita da tíbia. A gravidade da PCT é geralmente avaliada por outros fatores, como o grau de arqueamento, a extensão da lesão óssea e a presença de neurofibromatose.
  • (E) Correta: Mesmo após o tratamento bem-sucedido e a consolidação da fratura, os pacientes com pseudartrose congênita da tíbia frequentemente enfrentam limitações funcionais significativas e dor crônica no membro afetado. Isso ocorre devido a fatores como discrepância de comprimento dos membros, fraqueza muscular, rigidez articular, deformidades residuais e as sequelas das múltiplas intervenções cirúrgicas, independentemente de uma nova fratura.

Fonte: FGV TRF1 2024 Analista Judiciário - Medicina (Ortopedia) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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