Questão nº 76
Questão de Tecnologia da Informação · FGV TRF1 2024 (nº 76)
A plataforma digital do Poder Judiciário brasileiro (PDPJ-Br) foi criada com o objetivo integrar e consolidar todos os sistemas eletrônicos do Judiciário brasileiro em um único ambiente unificado.
Para tanto, a PDPJ-BR adota soluções que abrangem o conceito de computação em nuvem.
A PDPJ-Br poderá ser provida por um serviço de computação em nuvem fornecido por uma empresa privada, desde que:
- Ao armazenamento dos dados ocorra em datacenter abrigado na sede da empresa contratada;
- Batenda aos requisitos de disponibilidade, de escalabilidade, de redundância e de criptografia; (alternativa correta)
- Cpermita o compartilhamento não oneroso do código-fonte dos artefatos que venham a ser hospedados na nuvem;
- Dpermita a mensuração de uso dos recursos da nuvem conforme critérios pactuados pela empresa contratada;
- Epossibilite a conformidade com as normas técnicas e outras estabelecidas em ato próprio do coordenador do comitê gestor de segurança da informação do Poder Judiciário.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
A Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br) é um grande projeto para unificar todos os sistemas eletrônicos da Justiça brasileira usando computação em nuvem, que é como alugar recursos de tecnologia (servidores, armazenamento) pela internet, em vez de ter os próprios. Para um sistema tão importante, usar a nuvem de uma empresa privada exige que ela atenda a requisitos muito específicos de segurança e funcionamento.
(A) Incorreta: O local físico exato do datacenter (como a sede da empresa) não é a condição principal. O importante é a segurança lógica, a soberania dos dados (onde legalmente os dados residem) e a certificação do datacenter, não o endereço específico.
(B) Correta: Estes são requisitos técnicos fundamentais para qualquer sistema crítico na nuvem. Disponibilidade garante que o sistema esteja sempre acessível; escalabilidade permite que ele cresça conforme a demanda; redundância assegura que não haja um único ponto de falha; e criptografia protege os dados sensíveis contra acessos não autorizados.
(C) Incorreta: O compartilhamento não oneroso do código-fonte é uma política de desenvolvimento de software (como código aberto), não uma condição para a contratação de um serviço de infraestrutura em nuvem de uma empresa privada.
(D) Incorreta: A mensuração de uso é uma característica padrão da nuvem para cobrança e controle de custos, mas não é uma condição que permite o uso da nuvem para um sistema crítico; é uma funcionalidade do serviço.
(E) Incorreta: Embora a conformidade com normas seja crucial, a alternativa "possibilite a conformidade" é vaga. O provedor deve garantir a conformidade. Além disso, as condições da alternativa B são requisitos técnicos mais diretos e específicos para a adequação de um serviço de nuvem a um sistema de missão crítica.
Armadilha da alternativa A: A armadilha aqui é que a localização física dos dados é uma preocupação legítima em segurança (data sovereignty, ou soberania dos dados). No entanto, a alternativa A especifica "na sede da empresa contratada", o que é um detalhe excessivamente restritivo e não uma condição geral ou tecnicamente necessária. Provedores de nuvem usam múltiplos datacenters distribuídos para resiliência, e o que importa é a região geográfica (país, por exemplo) e as certificações de segurança do datacenter, não a sua localização exata no prédio da sede.
Fonte: FGV TRF1 2024 Analista Judiciário - Análise de Dados (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.