Questão nº 34

Questão de Engenharia Elétrica · FGV TJDFT 2022 (nº 34)

FGV2022Analista Judiciário - Engenharia ElétricaEngenharia Elétrica
Gabarito: Cver comentário ↓

A corrente elétrica em um circuito que alimenta uma carga pontual é de 23 A. Foi utilizado um condutor para esse circuito que suporta, nas condições da instalação, uma corrente elétrica de 24 A em regime permanente. Sabe-se que o circuito pode suportar uma sobrecarga de até 45% durante um tempo especificado. Os disjuntores utilizados nessa instalação possuem os seguintes valores nominais: 17, 19, 26, 30 e 35 ampères e o fator de atuação para essa linha de disjuntores é igual a 1,3.

O disjuntor que deve ser adotado nesse circuito é:

Observação: Fator de atuação: permite determinar a corrente que garante a abertura desses disjuntores dentro do tempo especificado para sobrecarga de 45%.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

Conceito-chave: O disjuntor deve proteger o condutor, ou seja, ele precisa desarmar antes que a corrente danifique o cabo. Para isso, a corrente de atuação do disjuntor (corrente nominal × fator de atuação) deve ser menor ou igual à corrente máxima que o condutor suporta em sobrecarga (24 A × 1,45 = 34,8 A). Além disso, o disjuntor não pode desarmar em condições normais (23 A), então sua corrente nominal deve ser maior ou igual a 23 A.

  • (A) Incorreta: 17 A é menor que a corrente normal de 23 A, então o disjuntor desarmaria sem necessidade, mesmo sem sobrecarga.
  • (B) Incorreta: 19 A também é menor que 23 A, causando desarmes indevidos em regime normal.
  • (C) Correta: 26 A é o único valor que atende aos dois critérios: é ≥ 23 A (não desarma em condições normais) e sua corrente de atuação é 26 × 1,3 = 33,8 A, que é ≤ 34,8 A (protege o condutor na sobrecarga de 45%).
  • (D) Incorreta: 30 A tem corrente de atuação de 30 × 1,3 = 39 A, que ultrapassa os 34,8 A suportados pelo condutor, deixando o cabo sem proteção na sobrecarga.
  • (E) Incorreta: 35 A tem corrente de atuação de 35 × 1,3 = 45,5 A, muito acima do limite do condutor (34,8 A), falhando completamente na proteção contra sobrecarga.

Armadilha da banca: O distrator mais tentador é a alternativa D (30 A), pois muitos alunos escolhem o primeiro valor acima de 23 A sem aplicar o fator de atuação (1,3). Eles esquecem que o disjuntor não desarma exatamente na corrente nominal, mas sim em um valor maior (nominal × 1,3). Assim, 30 A parece seguro, mas na prática só desarma em 39 A, deixando o cabo (que aguenta 34,8 A) exposto ao dano. A pegadinha está em confundir "corrente nominal" com "corrente de atuação".

Fonte: FGV TJDFT 2022 Analista Judiciário - Engenharia Elétrica (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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