Questão nº 46
Questão de Pedagogia · FGV TJ-AP 2024 (nº 46)
Considerando “os direitos negados historicamente a esses coletivos sociais, raciais, consequentemente teremos de assumir a EJA [Educação de Jovens e Adultos] como uma política afirmativa, como um dever específico da sociedade, do Estado, da pedagogia e da docência para com essa dívida histórica de coletivos sociais concretos.”
O trecho acima discorre sobre um dos aspectos fundamentais da educação de adultos, que é o fato de estar voltada para a correção de injustiças históricas.
Trata-se de sua função:
- Aqualificadora;
- Breparadora; (alternativa correta)
- Charmonizadora;
- Dequalizadora;
- Einovadora.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem uma função essencial de corrigir as falhas do passado, oferecendo oportunidades de aprendizado para aqueles que foram historicamente excluídos do direito à educação.
- (A) Incorreta: A função qualificadora da EJA está ligada à formação profissional e inserção no mercado de trabalho, não sendo o foco principal do trecho que aborda "direitos negados historicamente" e "dívida histórica".
- (B) Correta: A função reparadora da EJA se refere à correção de injustiças e desigualdades sociais e educacionais acumuladas ao longo da história, agindo para "reparar" a "dívida histórica" com coletivos que tiveram seus direitos negados.
- (C) Incorreta: A função harmonizadora sugere a promoção da convivência pacífica e do equilíbrio social, o que é um efeito da educação, mas não a função direta de corrigir "dívidas históricas".
- (D) Incorreta: A função equalizadora visa promover a igualdade de oportunidades. Embora a EJA busque a igualdade, o texto enfatiza a "dívida histórica" e os "direitos negados", o que aponta para uma ação de "reparar" o dano que gerou a desigualdade, e não apenas equalizar a situação atual. A armadilha aqui é confundir o objetivo final (igualdade) com a ação específica de corrigir o passado (reparação).
- (E) Incorreta: A função inovadora está relacionada à introdução de novas práticas ou metodologias no ensino, não sendo o aspecto central abordado no trecho sobre a correção de injustiças históricas.
Fonte: FGV TJ-AP 2024 Analista Judiciário - Pedagogo (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.