Questão nº 48
Questão de Clínica Médica · FGV PMAC 2023 (nº 48)
O Acre registrou, nos últimos anos, aumento do número de casos de Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e de Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Em 2021, a região Norte do país identificou 5.494 casos do HIV.
No Brasil, para os casos em início de tratamento, o esquema inicial preferencial, na ausência de contraindicações, é
- Azidovudina/lamivudina (AZT/3TC) – associados ao efavirenz.
- Bzidovudina/lamivudina (AZT/3TC) – associados ao dolutegravir.
- Craltegravir em monoterapia.
- Dlamivudina (3TC) e tenofovir (TDF) – associados ao inibidor de integrase – dolutegravir. (alternativa correta)
- Eabacavir com lamivudina (ABC/3TC) – associados ao dolutegravir.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
O tratamento inicial do HIV busca suprimir o vírus combinando diferentes medicamentos para evitar a resistência. O esquema preferencial no Brasil, sem contraindicações, é uma combinação de dois inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRNs) com um inibidor da integrase (INI).
- (A) Incorreta: A combinação AZT/3TC com efavirenz foi um esquema comum no passado, mas não é mais o preferencial devido a efeitos adversos do efavirenz e à disponibilidade de opções mais eficazes e com melhor tolerabilidade.
- (B) Incorreta: Embora o dolutegravir seja um excelente inibidor de integrase, a zidovudina (AZT) não é mais a base preferencial de ITRNs para o tratamento inicial devido ao seu perfil de toxicidade (como anemia).
- (C) Incorreta: A monoterapia (tratamento com apenas um medicamento) com raltegravir ou qualquer outro antirretroviral não é recomendada para o tratamento inicial do HIV, pois leva rapidamente ao desenvolvimento de resistência viral. (Armadilha da banca: Monoterapia é um erro fundamental no tratamento do HIV, sempre é necessário combinar drogas para evitar resistência.)
- (D) Correta: Esta combinação (lamivudina e tenofovir como ITRNs, associados ao dolutegravir como INI) é o esquema inicial preferencial no Brasil, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, devido à sua alta eficácia, boa tolerabilidade e barreira genética à resistência.
- (E) Incorreta: A combinação abacavir/lamivudina com dolutegravir é um esquema eficaz, mas o abacavir exige a realização prévia do teste HLA-B*5701 para descartar risco de hipersensibilidade, o que o torna uma opção de segunda linha ou alternativa, não o preferencial universal na ausência de contraindicações específicas.
Fonte: FGV PMAC 2023 2º Ten - Médico Clínico Geral (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.