Questão nº 59
Questão de Otorrinolaringologia · FGV PM-AM 2021 (nº 59)
FGV2021Oficial da PM - Médico OtorrinolaringologistaOtorrinolaringologia
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Com relação ao trauma do osso temporal é correto afirmar que
- Ao traço de fratura do tipo longitudinal pode afetar a orelha média, com hipoacusia condutiva por desarticulação da cadeia ossicular. (alternativa correta)
- Ba paralisia facial do tipo periférica ocorre em 70% dos casos de fraturas longitudinais.
- Cas fraturas transversas do osso temporal são 3 vezes mais comuns do que as longitudinais.
- Do traço de fratura longitudinal geralmente cruza a cápsula óptica ou o conduto auditivo interno.
- Ena fratura do tipo transversa a perda auditiva é tipicamente condutiva, por ruptura de membrana timpânica.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
As fraturas do osso temporal são lesões na parte do crânio que abriga o ouvido e o nervo facial, classificadas principalmente em longitudinais (mais comuns) e transversas, cada uma com padrões específicos de lesão e sintomas.
- (A) Correta: O traço de fratura longitudinal, que corre paralelamente ao eixo longo da pirâmide petrosa, frequentemente atravessa a orelha média (onde ficam os ossículos), podendo causar sangramento (hemotímpano), perfuração da membrana timpânica ou desarticulação dos ossículos. Isso resulta em hipoacusia condutiva, que é a dificuldade de o som chegar ao ouvido interno.
- (B) Incorreta: A paralisia facial periférica é mais comum em fraturas transversas e, mesmo nas longitudinais, sua incidência é bem menor, geralmente entre 10-20%, e não 70%. Armadilha: A paralisia facial é uma complicação conhecida, mas a porcentagem e a associação principal com o tipo de fratura estão erradas.
- (C) Incorreta: As fraturas longitudinais são as mais comuns, representando cerca de 70-90% dos casos, enquanto as transversas são menos frequentes (10-30%). A afirmação inverte a proporção.
- (D) Incorreta: O traço de fratura longitudinal geralmente envolve o canal auditivo externo, membrana timpânica e orelha média. É a fratura transversa que tipicamente cruza a cápsula ótica (onde estão a cóclea e o vestíbulo, estruturas do ouvido interno) ou o conduto auditivo interno.
- (E) Incorreta: Na fratura do tipo transversa, a perda auditiva é tipicamente neurossensorial, devido ao comprometimento da cápsula ótica (cóclea e vestíbulo). A perda auditiva condutiva por ruptura de membrana timpânica é mais característica das fraturas longitudinais.
Fonte: FGV PM-AM 2021 Oficial da PM - Médico Otorrinolaringologista (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.