Questão nº 43

Questão de Medicina - Pneumologia · FGV FHEMIG 2023 (nº 43)

FGV2023PneumologiaMedicina - Pneumologia
Gabarito: Dver comentário ↓

Paciente de 67 anos, tabagista, apresenta tosse há 3 semanas. Tomografia de tórax com massa pulmonar central à direita. Faz uso de rivaroxabana devido à fibrilação atrial e ácido acetil salicílico (AAS) 100mg/dia devido ao histórico de revascularização miocárdica há 3 anos. Em relação às recomendações para realização de broncoscopia diagnóstica, o mais correto seria

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

Antes de procedimentos médicos que podem causar sangramento, como a broncoscopia, é crucial ajustar medicamentos que afinam o sangue (anticoagulantes e antiagregantes). O objetivo é equilibrar o risco de sangramento durante o procedimento com o risco de formação de coágulos (trombose) se os medicamentos forem interrompidos, considerando a gravidade da doença de base do paciente.

  • (A) Incorreta: Manter a rivaroxabana para uma broncoscopia diagnóstica (que provavelmente incluirá biópsia, tornando-a um procedimento de risco de sangramento intermediário) aumenta significativamente o risco de hemorragia.
  • (B) Incorreta: Suspender a rivaroxabana por 5 dias é um período excessivo, aumentando desnecessariamente o risco de trombose (AVC por fibrilação atrial). Suspender o AAS por 5 dias seria a duração correta caso fosse necessário parar, mas a tendência atual para pacientes de alto risco trombótico é mantê-lo.
  • (C) Incorreta: Manter a rivaroxabana para uma broncoscopia com potencial de biópsia é perigoso devido ao risco de sangramento. Suspender o AAS por 7 dias é o período adequado de suspensão, mas a decisão de suspender ou manter o AAS em pacientes de alto risco é complexa.
  • (D) Correta: Para a rivaroxabana (um anticoagulante oral direto com meia-vida relativamente curta), a suspensão de 3 dias (72 horas) é adequada para procedimentos de risco de sangramento intermediário, como a broncoscopia diagnóstica com biópsia. Para o AAS em pacientes com alto risco trombótico (histórico de revascularização miocárdica), a recomendação atual em muitos guidelines é manter a medicação para procedimentos de risco de sangramento baixo a intermediário, pois o risco de um evento trombótico (como infarto ou trombose de stent) supera o risco de sangramento, que geralmente é controlável na broncoscopia.
  • (E) Incorreta: A troca de anticoagulantes orais diretos (DOACs) por heparina de baixo peso molecular (a chamada "ponte" ou bridging) geralmente não é recomendada, pois aumenta o risco de sangramento sem reduzir significativamente o risco trombótico. Suspender o AAS por 7 dias também é frequentemente evitado em pacientes de alto risco trombótico.

Fonte: FGV FHEMIG 2023 Pneumologia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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