Questão nº 32

Questão de Mastologia · FGV FHEMIG 2023 (nº 32)

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Uma mamografia mostrou microcalcificações agrupadas no quadrante superior lateral da mama de uma mulher com 55 anos.
O mastologista decidiu prosseguir a investigação com estudo histopatológico dessa lesão.
Nesse caso, a melhor forma de fazer a biopsia é

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Quando uma lesão na mama não pode ser sentida ao toque (é não palpável), a biópsia precisa ser guiada pela mesma imagem que a detectou. No caso de microcalcificações agrupadas, a mamografia é a melhor ferramenta para vê-las e localizá-las com precisão.

  • (A) Correta: A mamotomia guiada por mamografia (também conhecida como biópsia estereotáxica a vácuo) é o método padrão-ouro para investigar microcalcificações não palpáveis. A mamografia é a modalidade de imagem que melhor visualiza e caracteriza as microcalcificações, e a mamotomia permite a coleta de amostras de tecido maiores e mais representativas para o estudo histopatológico, essencial para o diagnóstico correto.
  • (B) Incorreta: A ultrassonografia é excelente para guiar biópsias de nódulos sólidos ou cistos que são visíveis por ela. No entanto, microcalcificações isoladas raramente são bem visualizadas ou caracterizadas pela ultrassonografia, tornando a guia por USG inadequada para este tipo de lesão. A armadilha aqui é que a USG é um método comum de biópsia, mas não para todas as lesões não palpáveis, especialmente microcalcificações.
  • (C) Incorreta: A ressonância magnética é utilizada para guiar biópsias de lesões que são visíveis apenas por RM. Microcalcificações são primariamente detectadas e avaliadas pela mamografia, e a biópsia guiada por RM é mais complexa e cara, sendo reservada para indicações específicas onde outras modalidades falham.
  • (D) Incorreta: A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) coleta apenas células (citologia), não permitindo a análise da arquitetura do tecido. Para microcalcificações, é fundamental obter um diagnóstico histopatológico (análise do tecido) para diferenciar lesões benignas de malignas, como o carcinoma ductal in situ (CDIS), o que a PAAF não consegue fazer de forma conclusiva.
  • (E) Incorreta: A core biópsia guiada pela palpação só é possível para lesões que podem ser sentidas ao toque (palpáveis). O enunciado da questão afirma claramente que se trata de uma lesão "não palpável", o que invalida completamente esta opção.

Fonte: FGV FHEMIG 2023 Mastologia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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