Questão nº 12

Questão de Língua Portuguesa · FCC SPPREV 2019 (nº 12)

FCC2019Analista em Gestão PrevidenciáriaLíngua Portuguesa
Gabarito: Dver comentário ↓

[Modos de valor]

"O ouro é uma coisa maravilhosa", escreveu Colombo, da Jamaica, aos reis de Espanha em 1503, "seu dono é o senhor de tudo que deseja; o ouro faz até mesmo as almas entrarem no paraíso". A fé no padrão-ouro e a crença no paraíso cristão saíram combalidas do correr dos séculos, mas o poder do dinheiro se mantém incólume.

O que lhe dá essa força? Papel-moeda ou bit digital, o poder do dinheiro na sua carteira depende da falta dele na carteira dos demais. Se os outros não precisassem dele nem o desejassem, o dinheiro de nada valeria. O dinheiro é poder de mando sobre o trabalho e os bens disponíveis no mercado, mas ele vai muito além disso: o dinheiro representa uma singular fonte de poder nas relações interpessoais – tem o dom de proporcionar ao seu possuidor a renda psíquica suplementar de um especial comando sobre a atenção, o respeito, a deferência e o afeto alheios.


O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

Concordância verbal é a regra que faz o verbo mudar sua forma (flexionar) para combinar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o seu sujeito. Para acertar, é preciso sempre identificar corretamente quem pratica ou sofre a ação do verbo.

  • (A) Incorreta: O sujeito do verbo "costumar" é "A distribuição" (singular). O elemento sublinhado "benefícios" (plural) é parte de um adjunto adnominal e não o sujeito. Portanto, o verbo deveria ser "costuma", não "costumam" (se fosse plural).
  • (B) Incorreta: O sujeito do verbo "importar" é a oração "saber se é justa ou não a distribuição das riquezas disponíveis" (sujeito oracional, que é sempre singular). O elemento sublinhado "poucos" (plural) é um objeto indireto ("a poucos"), não o sujeito. O verbo deveria ser "importa".
  • (C) Incorreta: O sujeito do verbo "derivar" é o pronome relativo "que", que se refere a "as qualidades alheias" (plural). Embora "montante" (singular) esteja sublinhado, ele não é o sujeito de "derivar" neste contexto. As qualidades (plural) é que derivam do montante. Portanto, o verbo deveria ser "derivam", concordando com "qualidades alheias", e não "deriva" (se concordasse com "montante"). Armadilha da banca: A banca sublinha "montante" (singular) para induzir o aluno a pensar que ele é o sujeito, mas o sujeito real de "derivar" é "qualidades alheias" (plural).
  • (D) Correta: O sujeito do verbo "depreciar" é o pronome relativo "que", que se refere a "O padrão-ouro" (singular). Como o elemento sublinhado "padrão-ouro" é o antecedente do sujeito e é singular, o verbo deverá flexionar-se no singular (ex: "depreciaria" ou "deprecia").
  • (E) Incorreta: O sujeito do verbo "caber" é o pronome relativo "que", que se refere a "o sacrifício" (singular). O elemento sublinhado "lhes" (plural) é um objeto indireto ("a eles"), não o sujeito. O verbo deveria ser "cabe", concordando com "sacrifício".

Fonte: FCC SPPREV 2019 Analista em Gestão Previdenciária (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.

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