Questão nº 42

Questão de Conhecimentos Específicos de Técnico Administrativo · FCC MPEPE 2018 (nº 42)

FCC2018Técnico Ministerial - Área AdministrativaConhecimentos Específicos de Técnico Administrativo
Gabarito: Ever comentário ↓

Não há crime quando o agente pratica o fato:

I. Em estado de necessidade.

II. Em estado de embriaguez culposa pelo álcool.

III. Em estrito cumprimento de dever legal.

IV. No exercício regular de direito.

V. Sob o efeito de emoção ou paixão.

Está correto o que se afirma APENAS em

Resposta comentada

Gabarito Alternativa E

As excludentes de ilicitude são situações previstas em lei que tornam um ato, que a princípio seria considerado crime, lícito (permitido), fazendo com que não haja punição penal.

  • (A) Incorreta: A alternativa inclui a embriaguez culposa, que não é uma excludente de ilicitude.
  • (B) Incorreta: A alternativa inclui a emoção ou paixão, que não são excludentes de ilicitude.
  • (C) Incorreta: A alternativa inclui a embriaguez culposa e a emoção ou paixão, que não são excludentes de ilicitude.
  • (D) Incorreta: A alternativa inclui a embriaguez culposa e a emoção ou paixão, que não são excludentes de ilicitude.
  • (E) Correta: As afirmações I (estado de necessidade), III (estrito cumprimento de dever legal) e IV (exercício regular de direito) são as causas de exclusão da ilicitude previstas no Art. 23 do Código Penal, ou seja, quando o agente pratica o fato em uma dessas situações, não há crime.
    • I. Em estado de necessidade: É uma excludente de ilicitude (Art. 23, I, CP).
    • II. Em estado de embriaguez culposa pelo álcool: Não é uma excludente de ilicitude. A embriaguez, mesmo que culposa, não torna o fato lícito. A banca tenta confundir ilicitude com culpabilidade ou outras causas de exclusão da responsabilidade penal.
    • III. Em estrito cumprimento de dever legal: É uma excludente de ilicitude (Art. 23, III, CP).
    • IV. No exercício regular de direito: É uma excludente de ilicitude (Art. 23, III, CP).
    • V. Sob o efeito de emoção ou paixão: Não é uma excludente de ilicitude. O Código Penal (Art. 28, I) expressamente afirma que "A emoção ou a paixão não excluem a imputabilidade penal", ou seja, não tornam o ato lícito, podendo, no máximo, atenuar a pena em casos específicos. A armadilha é acreditar que a forte emoção justifica a conduta.

Fonte: FCC MPEPE 2018 Técnico Ministerial - Área Administrativa (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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